UFSM/PM lança plataforma gratuita para monitorar impactos das mudanças climáticas no RS
Ferramenta reúne dados ambientais, econômicos e demográficos para apoiar prevenção, planejamento e gestão de riscos
Resumo
- O Rio Grande do Sul passou a contar com a plataforma gratuita “P&D Clima”, desenvolvida pela UFSM, que reúne dados para auxiliar na prevenção e no monitoramento de eventos climáticos extremos.
- A iniciativa surgiu após as enchentes de 2024 e disponibiliza informações ambientais, econômicas e demográficas para apoiar gestores públicos, pesquisadores, órgãos de defesa civil e a população.
- A ferramenta integra um projeto de pesquisa que analisa experiências de gestão de desastres no Brasil e em países como Estados Unidos, Japão e Espanha, além de estudos em áreas atingidas pelas enchentes no RS.
- Um dos diferenciais é a organização dos dados pelas 28 regiões dos Coredes, permitindo consultas específicas por território e subsidiando ações de planejamento, prevenção e adaptação às mudanças climáticas.
O Rio Grande do Sul passou a contar com uma nova plataforma digital voltada ao monitoramento dos impactos das mudanças climáticas. Desenvolvida pelo Escritório Local de Inovação Rio da Várzea (ELI-RV), vinculado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a ferramenta “P&D Clima: Ciência e Informação Contra a Crise Climática no RS” disponibiliza gratuitamente informações para apoiar ações de prevenção, planejamento e tomada de decisões diante de eventos climáticos extremos.
Plataforma reúne dados para gestão de riscos
A iniciativa foi criada após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 e tem como objetivo transformar dados em informações acessíveis para gestores públicos, órgãos de defesa civil, pesquisadores e a população. A proposta é contribuir para a identificação de riscos e para o fortalecimento da capacidade de resposta das comunidades diante de eventos climáticos.
A plataforma disponibiliza indicadores ambientais, econômicos e demográficos, além de informações relacionadas às enchentes de 2024 e a outros desastres naturais registrados no estado. O acesso pode ser feito por computadores, tablets e smartphones.
Projeto integra pesquisa sobre governança ambiental
A ferramenta integra o projeto de pesquisa “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado por meio das regiões de desenvolvimento sob a perspectiva de experiências internacionais”, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR) da UFSM.
A pesquisa está organizada em três frentes. A primeira envolve estudos qualitativos e visitas técnicas a regiões afetadas por grandes desastres ambientais no Brasil e no exterior. Entre os casos analisados estão experiências nos Estados Unidos, Japão e Espanha, além dos municípios mineiros de Mariana e Brumadinho.
No Rio Grande do Sul, os pesquisadores realizarão imersões em áreas atingidas pelas enchentes de 2024 para avaliar desafios enfrentados, respostas institucionais e possibilidades de aprimoramento das políticas públicas de prevenção e gestão de riscos.
Análises e previsões climáticas
A segunda etapa do projeto é voltada à análise quantitativa dos dados coletados. Com base nessas informações, a equipe pretende desenvolver previsões relacionadas a situações de risco, oferecendo subsídios para o planejamento e a tomada de decisões em diferentes regiões do estado.
Já a terceira frente contempla o desenvolvimento da plataforma digital, concebida como um produto tecnológico voltado à sociedade e à democratização do acesso às informações.
Dados organizados por regiões do estado
Segundo o coordenador do projeto, professor Nelson Guilherme Machado Pinto, um dos diferenciais da plataforma é a organização dos dados com base nas 28 regiões dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) do Rio Grande do Sul.
De acordo com o pesquisador, a estrutura permite consultas específicas por território, facilitando o acesso a informações regionais por gestores públicos, pesquisadores e cidadãos. A iniciativa também busca aproximar a produção acadêmica da sociedade por meio da disponibilização de informações em linguagem acessível.
O objetivo é ampliar o acesso ao conhecimento e contribuir para ações de prevenção, planejamento e adaptação frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Fonte: Jornal o Alto Uruguai, com informações da UFSM/PM