Pais e alunos novamente realizam mobilização em frente ao IFFar-FW
Grupo pede o fim da greve, que completou dois meses no último sábado, 15
A manhã desta segunda-feira, 17, foi novamente de mobilização de pais e alunos em frente ao Instituto Federal Farroupilha (IFFar-FW), campus de Frederico Westphalen. A comissão de pais e alunos pede o fim da greve, que completou dois meses no último sábado, 15, e estaria prejudicando o ensino. Na sexta-feira, 14, uma mobilização já havia sido feita em frente à instituição de ensino frederiquense.
A mobilização desta segunda-feira iniciou por volta das 7 horas, e foi ganhando mais participantes no decorrer da manhã, momento em que o grupo foi atendido por alguns professores, onde os pais expuseram a preocupação com a rotina dos filhos e a possibilidade de queda de desempenho diante de tanto tempo sem aulas. Ivete Rodrigues dos Santos, uma das mães que está à frente do movimento, disse em contato com a equipe do jornal O Alto Uruguai, que o grupo conseguiu ter um encontro com alguns professores, os quais afirmaram que vão ter uma assembleia nesta terça-feira, 18, para novas definições. Ainda, segundo Ivete, desde o início o movimento de pais e alunos deixou claro que não é contra os professores e servidores, e que o intuito é se somar a eles em busca do atendimento às pautas, desde que eles retornem às aulas. “Enquanto pais, não estamos aqui contra eles, os seus direitos, nem contra o instituto, e sim pedindo encarecidamente o retorno das aulas, para que ninguém saia prejudicado”, explica Ivete.
Para a aluna Daniela Antônia Lowe, do curso Técnico em Agropecuária, assim como os pais, eles só querem o retorno das aulas, por conta do andamento do calendário letivo, com estágios, Enem. “Estamos com nosso futuro em jogo. Tem os estágios, as provas do Enem. Precisamos de aula, ter os conteúdos para o andamento das nossas atividades”, frisa Daniela.
Nova proposta do governo
Mais uma rodada de negociações foi realizada pelo governo federal com professores e técnicos das universidades e institutos federais em greve, na sexta-feira, 14, onde propôs a revogação imediata da Portaria 983, editada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, caso a categoria assine o acordo pelo fim da greve.
Os docentes criticam a Portaria 983 por ela ampliar a carga horária de professores dos institutos federais. Foi discutida ainda a possibilidade de revisão na Instrução Normativa 66, que trata sobre a progressão na carreira. Segundo o grupo de grevistas, essa norma dificulta as progressões múltiplas, aumentando o prazo para chegar ao topo da carreira.
Após essa nova proposta, os sindicatos que representam a categoria levarão a pauta nesta semana para os professores e servidores, que decidirão em assembleia se aceitam ou rejeitam as condições. Já foram feitas sete rodadas de negociação, mas não houve consenso entre os docentes e o governo federal.
A maior parte dos docentes e técnicos é representada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN); o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe); e a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). As entidades ainda não aceitaram os termos propostos pelo governo Lula.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai