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Alerta

Ministério da Saúde confirma duas mortes por febre oropouche

Com sintomas parecidos aos da dengue, doença já infectou 7.236 pessoas

Ministério da Saúde confirma duas mortes por febre oropouche

O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira, 25, duas mortes por febre oropouche no Brasil, ambas de mulheres jovens, sem comorbidades, residentes no interior da Bahia. Essas são as primeiras mortes conhecidas pela doença, segundo a literatura científica mundial.

Além das mortes, a pasta investiga outros casos relacionados à febre oropouche. Há uma morte suspeita em Santa Catarina, quatro interrupções de gestação e dois casos de microcefalia em bebês em Pernambuco, Bahia e Acre. Uma morte no Maranhão já foi descartada como relacionada à doença.

O Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica a estados e municípios recomendando reforço na vigilância de saúde, especialmente sobre a possibilidade de transmissão vertical do vírus. A medida visa orientar a sociedade sobre a arbovirose após a detecção do genoma do vírus em um caso de morte fetal e de anticorpos em amostras de quatro recém-nascidos com microcefalia. Apesar disso, o ministério destaca que ainda não há evidências científicas conclusivas sobre a transmissão do vírus da mãe para o bebê durante a gestação.

Este ano, já foram registrados 7.236 casos de febre oropouche em 20 estados, com a maioria dos casos no Amazonas e em Rondônia. Desde o ano passado, houve ampliação na detecção da doença no país por meio de testes diagnósticos na rede pública de saúde.

Febre oropouche

A febre oropouche é uma doença viral transmitida principalmente pelo mosquito maruim (Culicoides paraensis) e por espécies do mosquito Culex. A doença pode ser confundida com dengue, apresentando sintomas como febre súbita, dor de cabeça, dores musculares e articulares, tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos. Os sintomas duram de dois a sete dias, mas até 60% dos pacientes podem ter recorrência após uma a duas semanas. Apesar dos casos graves, a maioria das pessoas tem evolução benigna e sem sequelas.

Não há tratamento específico para a febre oropouche, apenas medidas para aliviar os sintomas.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai