Edição Digital Quinta, 23/07/2026 Ler agora
4315 - Quinta
Desmatamento

Mais de 2,4 hectares de Mata Atlântica são desmatados em Vicente Dutra

Flagrante ocorreu em três áreas distintas de uma mesma propriedade

Mais de 2,4 hectares de Mata Atlântica são desmatados em Vicente Dutra

O 3º Batalhão Ambiental da Brigada Militar (BABM), com sede em Frederico Westphalen, registrou um caso grave de desmatamento na região na segunda-feira, 11. O flagrante aconteceu em Vicente Dutra, onde 24.832 metros quadrados de floresta nativa foram derrubados.

A destruição da vegetação nativa foi constatada em três áreas distintas, em uma mesma propriedade, no interior do munícipio. O crime ambiental foi flagrado por meio de georreferenciamento e de levantamento fotográfico dos locais.

Segundo a polícia ambiental, o proprietário da terra não tinha licença ou autorização do órgão ambiental competente para realizar a intervenção. Assim, o responsável responderá pelo crime ambiental, pois infringiu o artigo 38-A da Lei 9.605/98, cuja pena varia de multa e/ou detenção, entre um e três anos.

Os 2,4 hectares de Mata Atlântica destruídos equivalem a mais de dois campos de futebol. O bioma, que é uma das florestas tropicais mais ameaçadas do mundo, atualmente está presente entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Sul, com apenas 7% de sua área original.

Treze campos de futebol

Vicente Dutra é a quarta cidade do norte gaúcho que registra a destruição de Mata Atlântica em menos de um mês. Quando somada a Liberato Salzano, Soledade e Maximiliano de Almeida, a área desmatada ultrapassa os 141 mil metros quadrados, ou mais de 13 campos de futebol oficiais.

O desmatamento florestal e o uso irregular do solo são crimes ambientais e causam diversos impactos ao meio ambiente, prejudicando a biodiversidade e contribuindo para as mudanças climáticas. Uma das ferramentas que tem auxiliado no combate a essa prática é a plataforma MapBiomas, que emite alertas para o BABM.

O MapBiomas é alimentado por uma rede colaborativa, formada por ONGs, universidades e startups de tecnologia, que fazem o mapeamento da cobertura e uso da terra, monitorando a superfície de água e cicatrizes de fogo mensalmente com dados a partir de 1985.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações de GZH