Edição Digital Quarta, 22/07/2026 Ler agora
4314 - Quarta
Caso Bernardo

Leandro Boldrini é absolvido pelo Cremers e mantém o direito de exercer a medicina

Conselho, por unanimidade, decidiu que o médico não cometeu nenhuma infração ao código de ética da profissão

Leandro Boldrini é absolvido pelo Cremers e mantém o direito de exercer a medicina

Leandro Boldrini, condenado a 31 anos e oito meses de prisão pela morte do filho de 11 anos, Bernardo Uglione Boldrini, foi absolvido no julgamento do processo disciplinar que corria no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), na quarta-feira, 29, em Porto Alegre.

Segundo decisão unânime do conselho, o médico, que é cirurgião-geral, não cometeu nenhuma infração ao código de ética da profissão. Isso significa que ele não perde o seu CRM e o seu direito de exercer a medicina no Brasil.

Em relação à morte de Bernardo, a entidade analisou se Boldrini teria usado conhecimentos médicos para a prática do crime, além de circunstâncias em que uma receita assinada por ele acabou sendo usada para compra do medicamento Midazolam, o que não restou provado. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa de Boldrini, Ezequiel Vetoretti.

Leandro Boldrini está detido no Presídio Regional de Santa Maria desde o dia 7 de novembro. Em julho, ele havia sido beneficiado pelo uso de tornozeleira eletrônica, em razão da falta de vagas no sistema prisional, mas retornou ao presídio depois da decisão da 3ª Câmara Criminal que determinou a retirada da tornozeleira eletrônica e o recolhimento do médico em prisão de regime semiaberto.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações do Observador Regional e GZH