Início da nova estação deve ser marcado por geada no Estado
Parte da região Sul também deverá ter alta incidência de chuvas
O inverno no Hemisfério Sul começa nesta quarta-feira, 21, às 11h58, e termina no dia 23 de setembro, às 3h50 (horário de Brasília). A estação é marcada por um período menos chuvoso nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e em parte do Norte e Nordeste do Brasil. Por outro lado, os maiores volumes de precipitação (chuva) se concentram no noroeste da Região Norte, leste do Nordeste e em parte do Sul do país.
A redução da chuva em grande parte do Brasil nesta época do ano é devido à persistência de massas de ar seco, o que provoca a diminuição da umidade relativa do ar e, consequentemente, favorece a ocorrência de queimadas e incêndios florestais, bem como o aumento de doenças respiratórias.
Além da menor incidência de radiação solar, a estação também se caracteriza pelas incursões de massas de ar frio vindas do sul do continente, provocando queda na temperatura do ar e valores médios inferiores a 22ºC na parte leste das regiões Sul e Sudeste do Brasil.
A diminuição da temperatura pode ocasionar fenômenos como a formação de geada nas regiões Sul e Sudeste e no estado do Mato Grosso do Sul, queda de neve nas áreas serranas e planaltos da Região Sul e episódios de friagem em Mato Grosso, Rondônia, Acre e no sul do Amazonas.
Além disso, no inverno, em função das inversões térmicas no período da manhã, é comum a formação de nevoeiros ou névoa úmida no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com redução de visibilidade.
Região Sul
O prognóstico do CPTEC/INMET/FUNCEME para os meses de inverno indica o predomínio de chuvas próximas ou acima da média no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No Paraná, a previsão indica condições de chuvas abaixo da média. Temperaturas acima da média são previstas para a Região Sul na maior parte do inverno, porém, a incursão de massas de ar de origem polar, poderá provocar declínio nas temperaturas em alguns dias, possibilitando a ocorrência de geada em algumas localidades, especialmente, aquelas de maior altitude.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações do Inmet