Edição Digital Sábado, 18/07/2026 Ler agora
4311 - Sábado
Golpes

Golpistas usam inteligência artificial para aplicar golpes sobre as enchentes no RS

Conforme a polícia, um adolescente de 16 anos, que foi localizado em cobertura de Balneário Camboriú (SC), estaria envolvido em estelionatos

Golpistas usam inteligência artificial para aplicar golpes sobre as enchentes no RS

Em meio à mobilização nacional para ajudar o Rio Grande do Sul, criminosos se aproveitam para tirar vantagem. Golpistas estão vendendo doações, criando vaquinhas falsas e usando até inteligência artificial para enganar vítimas, conforme revelou reportagem veiculada no Fantástico, na TV Globo, na noite deste domingo, 26.

Em um vídeo, a voz e a imagem do empresário Luciano Hang foram manipuladas para tirar dinheiro das pessoas. Na publicação, o dono da Havan aparecia anunciando a venda de todo estoque de ar-condicionado das lojas por apenas R$ 149. O dinheiro arrecadado com as vendas seria doado para ajudar as vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul. Mas, quem comprou nunca recebeu.

O empresário alertou para que as pessoas usem somente o site oficial da empresa para verificarem quais promoções são realmente verdadeiras. Pelo menos cinco mil pessoas teriam registrado queixas sobre o caso nos últimos 20 dias. A Havan identificou cerca de 600 sites falsos. 

Falsas vaquinhas virtuais

Na última sexta-feira, 24, policiais civis do RS cumpriram mandados em uma cobertura, alugada por R$ 30 mil, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O alvo principal era um adolescente de 16 anos. Ele não foi apreendido.

As investigações apontam que ele criava vaquinhas virtuais, supostamente para beneficiar os afetados pela chuva no Estado, mas o dinheiro era desviado para a conta dele. O adolescente e outras duas pessoas vão ser investigados por estelionato e lavagem de dinheiro. 

Estima-se que, diariamente, cerca de R$ 2 milhões eram movimentados no país em relação aos golpes das vaquinhas falsas. A polícia diz que o jovem também gerenciava sites falsos, que ofereciam produtos com valores abaixo do mercado. Porém, os itens nunca eram entregues aos consumidores. 

Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações da GZH