Garimpeiros organizam manifestação para o 7 de Setembro
Mais de 500 pessoas são esperadas para o ato que vai ocorrer na BR-386, em Iraí
Com o objetivo de reivindicar o direito de retorno ao trabalho, os garimpeiros da região vão realizar uma mobilização, na próxima quinta-feira, 7, feriado da Independência do Brasil. O ato, já pela manhã, ocorre na ponte sobre o rio Uruguai, que liga o Rio Grande do Sul a Santa Catarina, em Iraí.
Segundo os organizadores, a ideia é mobilizar não só os trabalhadores, como familiares e a comunidade dos municípios onde há trabalhadores atingidos pelo fechamento dos garimpos da área de abrangência da Coogamai, que estão interditados desde o dia 25 de julho. Mais de 500 pessoas são esperadas para a manifestação.
O garimpeiro Alberto de Souza, o Beto, que reside em Planalto e trabalha em Ametista do Sul, explica que está sendo organizado transporte nos municípios de Ametista do Sul, Frederico Westphalen, Rodeio Bonito e Cristal do Sul, visando facilitar a participação das pessoas. Durante a manifestação, os trabalhadores pretendem fechar a pista a cada meia hora e depois liberar por 10 minutos, em ambos os sentidos. Esse ciclo de bloqueio e liberação deverá ocorrer repetidamente.
Outra preocupação dos trabalhadores é com relação aos passos que ainda precisam ser vencidos pela Coogamai, visando à regularização das pendências e, consequentemente, a retomada das atividades. “Não estamos recebendo informações. Nós acreditamos que há algo que não está sendo compartilhado, seja conosco, ou com a prefeitura. Nós, os garimpeiros, também estamos no escuro sobre o processo de liberação”, revela Beto.
Para os trabalhadores, é necessário agilizar o processo, pois a situação é insustentável para quem não tem outra fonte de renda. “Os garimpeiros só querem trabalhar. Queremos que o Ministério Público do Trabalho, que fechou os garimpos, acelere o processo de liberação. Nós só vamos sair da rodovia quando tivermos uma resposta satisfatória. Queremos que eles nos auxiliem e mostrem o caminho para a regularização de nossas atividades”, finaliza o garimpeiro.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai