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Novidade

FW deverá ter Hub de inovação para estimular o empreendedorismo na região

Em encontro na UFSM/FW, lideranças debatem condomínio empresarial, incubadora de empresas e atração de investimentos com o apoio do InovaTec

(Crédito: Paula Mazzonetto/UFSM)
(Crédito: Paula Mazzonetto/UFSM)

A consolidação do primeiro passo para a criação do Polo Tecnológico de Frederico Westphalen contou com o apoio da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM Campus Frederico Westphalen. Em encontro realizado recentemente, a iniciativa, promovida pela prefeitura e pela Associação Empresarial (AEFW), ganhou impulso com as presenças do professor Luciano Schuch, gestor do Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia da instituição, e de Anderson Paim, gestor da Pulsar Incubadora. O debate também reuniu instituições e empresadas da região, como o Sicredi, a URI, o IFFar e a Tchêturbo.

A reunião definiu a criação de um Ecossistema Regional de Inovação para promover a tecnologia e a cultura empreendedora, que contará com um local cedido pela prefeitura, onde pretende-se criar um condomínio empresarial com um espaço dedicado à incubação de empresas. Futuramente, a expectativa é a construção de um Parque Tecnológico que atenda à demanda dos 27 municípios que compõem a microrregião de Frederico Westphalen, no Noroeste gaúcho. 

Desafios para transformar a economia

A equipe reunida apontou que uma das adversidades para a implantação do projeto é a adesão e o aporte financeiro do setor produtivo e empresarial, que desconhecem o funcionamento desses sistemas de inovação. Como solução, apontam os organizadores, é necessária a aproximação entre os setores do mercado e as instituições de ensino. Uma das ideias do grupo, é levar cases de problemas reais que as empresas têm para o desenvolvimento de soluções por meio de pesquisas nas universidades. 

Para Jardel Pires, coordenador do Núcleo de Tecnologia e Informação da AEFW, a consolidação dessa equipe de trabalho “é muito importante para fomentar a tecnologia e a inovação das empresas. Hoje não temos nenhuma iniciativa centralizada, apenas projetos isolados”. “Por exemplo, se alguém quer fazer algum projeto, não sabe aonde ir, quem procurar. Nosso objetivo é criar uma marca, uma referência para as pessoas procurarem quando quiserem fazer algo diferente”, explicou o representante da Associação Empresarial.

Expertise para fomentar o polo tecnológico

O grupo contará com a cooperação da equipe do Parque Tecnológico InovaTec UFSM e da Pulsar Incubadora UFSM. Um sistema de inovação consolidado em Santa Maria, que já captou mais de R$ 896 milhões em investimentos nos últimos quatro anos, atua em mais de 380 projetos de inovação e conta com 44 startups incubadas. 

O gestor do InovaTec, Luciano Schuch, apontou que “esse conjunto de pessoas que estão aqui representando suas unidades de ensino, a prefeitura e as entidades empresariais são fundamentais para conseguirmos um sistema de inovação consolidado na região”. Schuch ainda enfatizou o apoio da UFSM ao longo do projeto. “Nossa universidade colaborará com esse processo e daqui um, dois ou três anos nós veremos os resultados positivos, cada vez mais consolidando os setores produtivos da região em parceria com as nossas instituições”, ressaltou.

Futuro promissor

Nesse primeiro momento estão sendo reunidas iniciativas que já existem e outros projetos de inovação para que todos estejam sob o mesmo guarda-chuva, possibilitando a realização de ideathons (maratona colaborativa de curta duração focada em gerar ideias e soluções criativas para problemas específicos). Um processo, que na avaliação dos envolvidos, deve ser contínuo para que se fortaleça a cultura empreendedora e que esse Ecossistema de Inovação possa ser fomentado. 

Na avaliação de Pires, este “será um marco para a região. Inclusive, em reuniões passadas com a prefeitura e a Associação Comercial, todos têm essa visão de que o projeto vai mudar drasticamente essa região”. Conforme explica, “jovens e adolescentes que não têm ideia do que fazer no futuro, podem começar a empreender ou trabalhar em empresas de fora do país”. “Se ele gosta, por exemplo, de criar jogos, pode ganhar uma remuneração com isso. É uma profissão que ele não sabe onde e como estudar e a universidade muitas vezes tem espaço para isso. Sobram vagas nos cursos de tecnologia e não há interessados”, complementa.  

Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações da Ascom UFSM