Edição Digital Sábado, 18/07/2026 Ler agora
4311 - Sábado
Solidariedade

Família de Caiçara cria “vakinha” para custear cirurgia de emergência

Tamires Neske dos Santos foi diagnosticada há três anos com escoliose idiopática grave

Família de Caiçara cria “vakinha” para custear cirurgia de emergência

Os moradores de Caiçara, Clarice Neske dos Santos e Valdecir dos Santos, vêm travando uma verdadeira batalha contra o tempo nos últimos três anos. Aos nove anos, a filha Tamires Neske dos Santos foi diagnosticada com uma doença grave, chamada de escoliose idiopática.

Depois de várias consultas e exames, e da confirmação da doença, que se agravou rapidamente, a indicação médica é de que seja feita uma cirurgia o mais breve possível, para que Tamires, hoje com 13 anos, volte a ter a qualidade de vida de antes e sem dores. Mas é justamente neste ponto que a família enfrenta outro grande problema, pois o processo cirúrgico ainda não foi liberado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, segundo o médico, custaria mais de R$ 300 mil.  

Sem recursos, os pais entraram na justiça, mas perderam a causa na esfera estadual e agora buscam a esfera nacional para tentar obrigar o sistema a conceder a cirurgia. Conforme o pai, que esteve no jornal O Alto Uruguai nesta semana, pedindo ajuda na divulgação do caso, não há indicativo de tempo para que uma decisão possa ser proferida e, devido à gravidade do caso, uma das alternativas vai ser tentar fazer o procedimento particular, pois Tamires sente muitas dores. Pensando nisso, a família criou uma “vakinha” on-line, como forma arrecadar esse valor. Para doar, basta clicar aqui!

Ainda, quem quiser ou tiver alguma outra forma de ajuda, pode contatar os pais pelos telefones (55) 9.8466-0553 ou 9.9653-3736. 

A escoliose idiopática

É uma alteração na coluna vertebral, caracterizada por uma curvatura tridimensional, é quatro vezes mais propensa a afetar as meninas do que os meninos, porém ainda não se sabe as causas do seu aparecimento. Pode estar associada a fatores hormonais e/ou genéticos, entre outros que são investigados. Os exames clínicos e a radiografia podem estabelecer a existência e a extensão da escoliose. A curvatura pode variar de extremamente leve a grave, e pode ser em forma de “S” ou na forma de um “C”. Abaixo está o exame de Tamires, mostrando a curvatura da sua coluna.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai