Enchentes aumentam risco de agravamento do cenário da dengue
Inundações proporcionam condições preocupantes para a reprodução do Aedes aegypti
Conforme o portal de notícias Exame informou na última quinta-feira, 9, o Brasil enfrenta um novo recorde de mortes por dengue, com mais de 2.197 óbitos pela doença e outros 2.276 ainda sob investigação no país. Além disso, de acordo com apontamento do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, divulgado na quarta-feira, 8, pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), esse cenário pode piorar devido às inundações e aos alagamentos no Rio Grande do Sul.
O imunologista PhD, Gustavo Cabral, apontou que os surtos de dengue estão ligados a problemas ambientais e realmente podem se agravar com as recentes inundações no Rio Grande do Sul. Conforme aponta Cabral, também, esses eventos climáticos proporcionam condições ideais para a reprodução e proliferação dos mosquitos, tendo em vista que a água parada das inundações cria condições ideais para a eclosão dos ovos. “Após períodos de enchentes, numerosas pesquisas científicas apontam para um aumento significativo no número de doenças transmitidas tanto pela água quanto por vetores”, aponta o imunologista.
Além disso, Cabral salientou a importância da chegada da vacina no Estado para auxiliar no controle da dengue. “É essencial uma resposta imediata da saúde pública às catástrofes causadas pelas inundações, garantindo abrigo, água, nutrição, saneamento e higiene adequados, além da vacinação”, frisa, reforçando que é importante que os órgãos responsáveis repensem sobre o direcionamento de vacinas contra a dengue disponíveis no Brasil para toda a população do RS, tendo em vista o possível aumento de infecções pelo vírus e a fragilidade fisiológica em que os gaúchos se encontram.
Até esta sexta-feira, 10, o site oficial do governo do Rio Grande do Sul permaneceu inacessível, impedindo o acesso ao painel de casos de dengue no RS.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai