Em FW, força-tarefa recolhe mais de mil unidades de sabão líquido falsificado
Produtos foram recolhidos das prateleiras dos supermercados depois que operação na região metropolitana identificou fábrica clandestina
Mais de mil unidades de um sabão líquido falsificado foram retiradas das prateleiras de supermercados de Frederico Westphalen, na tarde desta sexta-feira, 14. Os itens, destinados para lavar roupas, eram produzidos de maneira clandestina em um laboratório ilegal, situado em Canoas, na região metropolitana, e se passavam por produtos da marca Omo.
O recolhimento dos itens nos estabelecimentos de FW ocorreu depois de uma operação promovida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que identificou o laboratório nessa semana, fechando o local e prendendo os responsáveis. Após ter conhecimento que parte dos sabões falsificados foram destinados para Frederico Westphalen, um empresário da rede supermercadista procurou a Delegacia de Polícia (DP) frederiquense, que mobilizou a força-tarefa junto com o Ministério Público e Vigilância Sanitária do Estado e município.
Em coletiva de imprensa realizada no fim da tarde, ainda com a força-tarefa em execução, os órgãos demonstraram as diferenças entre os produtos falsificados e os originais. As principais discrepâncias se encontram já na embalagem falsa, que não possui detalhes em alto relevo, como uma linha medidora do nível do líquido – recurso inexistente nas versões falsificadas. A viscosidade e o odor do produto também evidenciam a cópia.
Em todo caso, a orientação das autoridades é que os consumidores estejam atentos aos preços. Se estiverem muito abaixo do preço normal, é preciso desconfiar. O mesmo vale para os proprietários dos supermercados, na hora de realizar as encomendas. Segundo a PC, o produto estava circulando no mercado gaúcho possivelmente desde o início do ano.
Ainda conforme o MP e a PC, os supermercados em que a força-tarefa foi realizada também foram vítimas do laboratório clandestino. Agora, a força-tarefa deve se desdobrar para municípios vizinhos.
Fonte: João Victor Gobbi Cassol