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4311 - Sábado
Saúde

Confirmado primeiro caso da varíola dos macacos em Passo Fundo

Confirmado primeiro caso da varíola dos macacos em Passo Fundo

Um dos cinco casos de mpox confirmados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS) na última sexta-feira, 16, é de Passo Fundo. A contaminação se deu pela cepa anterior do vírus e não pela nova variante da mpox (Clade 1b), 10 vezes mais letal e que fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar emergência sanitária global na última quarta-feira, 14. 

A contaminação não é autóctone, o que significa que a transmissão aconteceu fora de Passo Fundo. O morador teria contraído o vírus após viagem a São Paulo (SP), no mês de julho. O diagnóstico foi realizado por laboratório privado, que depois notificou o poder público. 

Transmissão

A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama. O contágio por contato próximo pode ocorrer, principalmente, por relação sexual, beijo, abraço e contato com a pele lesionada, ou com fluidos corporais, como pus, sangue e saliva da pessoa doente.

O contato com objetos contaminados, tais como toalhas, roupas de cama, talheres, pratos e outros utensílios que foram manuseados pela pessoa infectada, também oferecem risco de transmissão. Dessa maneira, trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos ficam mais expostos ao risco de infecção.

Uma pessoa pode transmitir a doença desde o momento em que os sintomas começam, como a erupção cutânea (feridas na pele), febre, dores no corpo e na cabeça, ínguas, calafrios e fraqueza. O período de transmissão ocorre até que as lesões cicatrizem completamente e uma nova camada de pele se forme.

A doença, na maioria dos casos, evolui de forma benigna e os sinais e sintomas duram de duas a quatro semanas. Todas as pessoas com sintomas compatíveis de varíola dos macacos devem procurar atendimento médico imediatamente e adotar as medidas de isolamento recomendadas. O diagnóstico é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. As amostras são direcionadas para oito laboratórios de referência no Brasil.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai