Edição Digital Quinta, 23/07/2026 Ler agora
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Chuvas intensas geram danos e prejuízos às safras no RS

A área cultivada na Safra 2023 está estimada em 1.505.704 hectares, e a produtividade prevista é de 3.021 kg/ha

Chuvas intensas geram danos e prejuízos às safras no RS

As chuvas volumosas que atingiram boa parte do Rio Grande do Sul nos últimos dias causaram danos em algumas lavouras de trigo que estão nas fases de floração e início da formação dos grãos, principalmente devido ao acamamento em certas áreas e à queda de flores das plantas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quarta-feira, 6, pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), a extensão dos danos e o possível impacto na produtividade ainda não puderam ser avaliados com precisão, sendo necessária a melhoria das condições ambientais para aguardar a reação das lavouras após o fenômeno climático, o que permitirá a realização de vistorias de avaliação. No momento, a principal fase reprodutiva do trigo é a floração, que alcança 49% dos cultivos. Parte das lavouras, localizadas a Noroeste do Estado, evoluiu para maturação. A área cultivada na Safra 2023 está estimada em 1.505.704 hectares, e a produtividade prevista é de 3.021 kg/ha.

Cultivos de verão

A semeadura dos cultivos de verão para a Safra 2023/2024 apresentaram progresso significativo, em função do tempo seco, até o dia 31 de agosto. No entanto, as precipitações intensas, que iniciaram na última sexta-feira 1º, causaram erosão nas lavouras de milho onde o preparo do solo seguiu o método convencional ou onde a cobertura vegetal era insuficiente para mitigar o impacto das gotas de chuva. Esse cenário resultou em considerável escoamento superficial e na formação de sulcos, que transportaram fertilizantes para áreas mais baixas, incluindo rios; a extensão dos danos ainda não foi avaliada. Além disso, algumas lavouras de milho que foram recentemente implantadas e ainda não tinham emergido, podem enfrentar problemas de selamento superficial devido às chuvas intensas. 

A chegada de uma frente fria com altos volumes de chuvas adiou o início dos trabalhos de plantio do arroz na maioria dos municípios, onde se esperam melhores condições climáticas nos próximos dias. O Instituto Rio-Grandense de Arroz (Irga) projeta área de cultivo de 902.425 hectares. A Emater/RS-Ascar estima produtividade de 8.359 kg/ha, resultando em produção de 7.543.137 toneladas para a Safra 2023/2024,.

Para o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, o mais importante neste momento é salvar vidas. “Há muitas pessoas para serem atendidas e socorridas e essa é a prioridade. Só depois vamos contabilizar as perdas na agricultura e na pecuária, já que muitos rebanhos também estão sofrendo com os alagamentos provocados pelas enxurradas”, avalia.

 Criações

Bovinocultura de corte – O escore corporal dos animais tem melhorado em função do aumento da oferta de pastagem de inverno. Contudo, os rebanhos sem pastagens de inverno enfrentam dificuldades na manutenção de peso, devido à escassez e à baixa qualidade da forragem no campo nativo, durante este período. Os valores pagos aos produtores continuam a diminuir, pois a retirada dos animais das áreas de pastagem está aumentando a oferta de boi gordo no mercado regional.

Bovinocultura de leite –  O tempo seco no início do período foi benéfico para o desenvolvimento e para o uso das pastagens na bovinocultura de leite. Contudo, a partir de 1º de setembro, os volumes elevados de chuva causaram transtornos, dificultando o acesso às pastagens. Em algumas propriedades, a suplementação com feno e o aumento na oferta de milho têm se tornado alternativas. Porém, produtores com recursos limitados têm utilizado pastagens, mesmo em condições inadequadas, o que pode levar à degradação dessas áreas por falta de opções alimentares para os animais.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai