Edição Digital Quarta, 22/07/2026 Ler agora
4314 - Quarta
Economia

Cesta básica acumula alta de 13,38% no primeiro semestre em FW

Apesar da queda de 1,97% em junho, alimentos essenciais continuam consumindo mais da metade do salário mínimo líquido do trabalhador

(Crédito: Arquivo AU)
(Crédito: Arquivo AU)

A cesta básica alimentar em Frederico Westphalen acumulou alta de 13,38% no primeiro semestre de 2026, conforme levantamento divulgado pelo Observatório Econômico da URI/FW. Embora o custo tenha registrado queda de 1,97% em junho na comparação com maio, o aumento acumulado nos seis primeiros meses do ano evidencia que os alimentos essenciais continuam pesando no orçamento dos trabalhadores.

Em junho, a chamada Ração Essencial Mínima, composta por 13 produtos considerados indispensáveis à alimentação de um trabalhador adulto, passou de R$ 842,13 para R$ 825,57, uma redução de R$ 16,56 em relação ao mês anterior. O levantamento acompanha itens como carne bovina, leite, feijão, arroz, farinha de trigo, pão francês, tomate, batata, café, banana, açúcar, óleo de soja e margarina.

Feijão com maior elevação

Entre os produtos da cesta, o feijão preto apresentou a maior alta no mês, com aumento de 7,82%, seguido pela margarina (2,38%) e pelo leite integral UHT (1,20%). Em contrapartida, o tomate longa vida registrou a maior queda, de 12,93%, seguido pela batata inglesa (-7,39%) e pelo açúcar cristal (-3,76%), fatores que contribuíram para a redução do custo total da cesta em junho.

Mesmo com esse recuo mensal, a cesta básica continua comprometendo uma parcela significativa da renda do trabalhador. Considerando o salário mínimo líquido de R$ 1.491,32, após o desconto previdenciário, a compra dos 13 produtos consumiu 55,36% da remuneração, restando R$ 665,75 para despesas como moradia, transporte, saúde, educação e lazer. Segundo o estudo, um trabalhador precisou dedicar aproximadamente 121,8 horas de trabalho para adquirir a cesta básica em junho.

O relatório ainda aponta que a cesta ampliada, composta por 51 produtos, apresentou leve aumento de 0,13% em junho, passando de R$ 3.153,12 para R$ 3.157,32. Nesse conjunto, a principal pressão veio do grupo de carnes e derivados, impulsionado pela expressiva alta no preço da carne de frango. Para uma família de quatro pessoas, o custo da cesta correspondeu a 2,11 salários mínimos líquidos, enquanto o salário mínimo necessário para suprir todas as necessidades básicas de uma família, conforme metodologia do Dieese, foi estimado em R$ 8.841,56, equivalente a 5,45 vezes o salário mínimo vigente.

O relatório foi elaborado pela coordenadora do projeto, professora Diana de Souza, com a participação das bolsistas Amanda Vitória Borges Figueiredo e Sawa Klimiuk, integrantes do Observatório Econômico da URI/FW.

Produtos que mais aumentaram em junho

  • Feijão preto: +7,82%
  • Margarina: +2,38%
  • Leite integral UHT: +1,20%
  • Pão francês: +1,09%
  • Banana: +0,42%
  • Farinha de trigo: +0,26%

Produtos que mais diminuíram em junho

  • Tomate longa vida: -12,93%
  • Batata inglesa: -7,39%
  • Açúcar cristal: -3,76%
  • Óleo de soja: -1,66%
  • Carne bovina: -0,86%
  • Café moído tradicional: -0,80%
  • Arroz: -0,10%

Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações do Observatório Econômico da URI/FW