Edição Digital Quinta, 23/07/2026 Ler agora
4315 - Quinta
20ª CRE

Casal de idosos indígenas realiza sonho de continuar estudos em Iraí

Depois que aprenderam a escrever os nomes, agora os dois querem aprender a ler para entoar canções de louvor na igreja da comunidade

Casal de idosos indígenas realiza sonho de continuar estudos em Iraí

Na Escola Estadual Indígena Nân Gã, de Iraí, um casal de idosos começou a cursar a Educação de Jovens e Adultos (EJA), com o objetivo de realizar um grande sonho. Há pouco mais de um mês, Adelaide Campolim, de 64 anos, e Avelino da Silva, de 71 anos, iniciaram uma jornada em busca da realização de um sonho, o de aprender a ler e a escrever para entoar canções de louvor na igreja da comunidade indígena kaingang. Seu Avelino, ainda, tem mais um objetivo, o de tocar teclado na igreja. 

Segundo a professora e vice-diretora da instituição, Vanda Tonial Negrello, a idade nunca foi um obstáculo para os novos estudantes buscaram seu objetivo. Eles vão para a aula juntos, no turno da noite, e incentivam um ao outro. 

O grande sonho começou a se concretizar quando o casal alcançou o primeiro objetivo, realizar a assinatura de seus nomes. “Agora que estou mais velho, resolvi que vou aprender e, ainda não sei muito, mas aos poucos estou aprendendo. Agora o que aprendi e me deixou muito feliz foi escrever meu nome”, conta Avelino. 

Para dona Adelaide, que nunca pôde frequentar a escola, a alegria da primeira conquista tem um significado ainda mais especial. “Eu queria aprender a escrever meu nome. Estou muito faceira por estar aprendendo, ainda falta muito, mas os professores ensinam bem e eu gosto e quero aprender”, afirma. 

Segundo a coordenadora da 20ª Coordenadoria Regional de Educação (20ª CRE), Jogelci do Carmo, além da oportunidade de estudar, a Educação de Jovens e Adultos proporciona oportunidades sociais valiosas. “Os adultos, por exemplo, têm a chance de conhecer novas pessoas e compartilhar conhecimento e interesses em comum. A atitude de mudar de vida do casal nos ensina que não há limites para os nossos sonhos e que sempre é tempo de aprender”, destaca.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai