Administração de FW reforça medidas para separação dos resíduos
Objetivo é que a população siga corretamente o cronograma de recolhimento
Com a média de 400 toneladas mensais de resíduos coletados no município, o sistema de coleta seletiva foi retomado em Frederico Westphalen em junho e, pouco mais de três meses, já é possível constatar melhorias em função da mudança. A adesão está acontecendo e alguns bairros chamam a atenção pelo engajamento da população, como o Itapagé, que se destaca pelo nível de separação adequada, praticamente em 100%.
– Já se percebe uma melhoria na qualidade do material que chega no Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos (Cigres), em Seberi, quanto ao que é possível fazer o aproveitamento, além disso, os catadores conseguem coletar maior quantidade de material – explica a bióloga e engenheira ambiental, Thais Prestes Stein, que é chefe do setor de reciclagem e destinação dos resíduos sólidos da Secretaria de Meio Ambiente de Frederico Westphalen. A coleta seletiva é coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente da Administração de Frederico Westphalen.
O secretário de Meio Ambiente do município, doutor em Biologia, Ricardo Giovenardi, reforça que um município do porte de Frederico Westphalen não pode mais retroceder quanto ao processo de coleta seletiva, fundamental não só para a preservação do meio ambiente como também para uma população mais saudável. “Apesar de todas as dificuldades que o município enfrenta, estamos servindo de modelo para outras cidades que vêm buscar informações sobre o sistema da coleta seletiva. Não podemos mais voltar atrás, considerando o nível de desenvolvimento de FW”, avalia.
Para melhorar
Para isso, foi necessário adotar medidas mais rígidas no que tange o recolhimento dos resíduos. Após o período de divulgação do cronograma de recolhimento e um período para que a população pudesse se adaptar, há cerca de um mês e meio, as equipes de prefeitura deixaram de recolher o lixo que foi acondicionado de forma inadequada ou em desacordo com o dia estabelecido. Apesar de gerar reclamações por parte de alguns moradores, foi a forma encontrada pela prefeitura para que o sistema possa ser cumprido.
Entre os obstáculos da implantação da coleta seletiva, desde o seu início, em junho, está, ainda, a conscientização das pessoas para uma cultura de educação ambiental. Outra questão é que as pessoas têm dificuldades em segurar o lixo em casa, até o dia correto do recolhimento. “Gostaríamos que a população entendesse que o município também está fazendo uma transição e se adaptando à nova realidade, alguns contratempos irão acontecer. Recebemos vários relatos referentes a isto e com o auxílio da população com sugestões e ideias, conseguimos dar andamento da melhor forma possível à coleta seletiva”, detalha Thais.
Outras medidas
Outras ações também estão sendo realizadas para contribuir com essa necessidade. Um exemplo foi a restauração dos 11 ecopontos do município, que tiveram suas estruturas modificadas e reforçadas para facilitar o recebimento de vidros. Aliás, o descarte correto é dentro de uma caixa de papelão, que deve ser deixada no interior do ecoponto e não no chão.
A Secretaria de Meio Ambiente também vai realizar duas edições da campanha de recolhimento de eletrônicos, sendo que, neste ano, pilhas também serão recolhidas. Além disso, o município conta com o recebimento permanente de eletrônicos, no parque de exposições.
A parte educativa relacionada ao tema é uma das principais preocupações da equipe. Para isso são realizadas palestras nas escolas do município. Somente no ano passado, mais de 800 alunos participaram das ações. Neste trabalho, a Secretaria de Meio Ambiente conta com a parceria do Instituto Federal Farroupilha (IFFar-FW) e com os Engenheiros sem Fronteiras, da UFSM-FW.
Com o intuito de melhorar o recolhimento do lixo no interior, a administração vai realizar uma reunião com as agentes comunitárias de saúde, que estão em contato com a comunidade, para levantar ideias que possam contribuir com o processo.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai