Edição Digital Quinta, 23/07/2026 Ler agora
4315 - Quinta
Reajuste

Acordo com JTI assegura ganho real ao produtor de tabaco

Acordo com JTI assegura ganho real ao produtor de tabaco

Pelo terceiro ano consecutivo, as entidades representativas dos fumicultores assinaram protocolo com a fumageira JTI. Após uma segunda reunião de negociação, encerrada na terça-feira, 16, na sede Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) em Santa Cruz do Sul, as entidades e a empresa firmaram o reajuste de 8%, de forma linear, na tabela de preço do tabaco da variedade Virgínia, valendo para a safra 2023/2024. Com isso, o valor do quilo passa para R$ 22,46.

A variação do custo de produção apurado do Virgínia foi de 5,06%. Com a proposta, o produtor recebe um ganho real de 2,94%. Já para a variedade Burley, cuja variação do custo de produção apurado é de -1,77%, foi firmado acordo de um reajuste de 6,56%, não linear, em razão da criação de remuneração adicional em quatro classes que valoriza o tabaco de alta qualidade. Com a proposta, o produtor recebe um ganho real de 8,33%. O quilo do Burley passa a valer R$ 20,01.

As reuniões subsequentes, com seis empresas (Universal Leaf, Alliance One, China Brasil Tabacos, CTA, UTC e BAT), não tiveram êxito. Com o objetivo de buscar uma equiparação das tabelas de preço e rentabilidade para o produtor, a proposta das entidades, para cada empresa, é a variação do custo de produção mais cinco pontos percentuais.

–Não podemos e não vamos aceitar que as empresas apresentem propostas de reajuste de preço que não atinjam nem a variação do custo de produção. Isso só faz com que o sistema integrado seja enfraquecido. Negociação de preço é para trazer lucratividade para o produtor. Ou seja, custo de produção é obrigação; um percentual a mais, é valorização. E isso é fundamental para garantir a continuidade de uma cadeia produtiva que sempre foi exemplo para outras culturas–, destacaram as entidades.

Uma nova rodada de negociação com as empresas está prevista para a próxima quinta-feira, 25. Os membros da comissão representativa dos fumicultores esperam que as empresas revejam as suas propostas e tragam proposições positivas no próximo encontro.

A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Afubra e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai