Paulo Ricardo Sieben
Paulo Ricardo Sieben

Pastor vice-presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus-FW

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O direito de usar a riqueza – somos apenas mordomos (Lc 16:1-13)

Antes do arrependimento, o filho pródigo desperdiçou a vida

Publicado em: 14/12/2019

Um mordomo ou despenseiro é uma pessoa que administra os bens de outra pessoa. Ele próprio não possui esses bens, mas tem o privilégio de desfrutá-los e de usá-los de modo a beneficiar fielmente ao seu Senhor (1 Co 4:2).

Ao ver as riquezas ao seu redor, o mordomo deve lembrar que tudo pertence ao Senhor e que não são propriedade particular dele.

O mordomo desta história esqueceu isso e começou a agir como se fosse o proprietário. Tornou-se um "mordomo pródigo", que esbanjava os bens do Senhor.

Quando o senhor ficou sabendo dessa situação, pediu contas e despediu o mordomo.

Antes de julgar esse homem com severidade, devemos examinar nossa vida e determinar nossa fidelidade como mordomos do que Deus nos dá.

Em primeiro lugar, somos mordomos de tudo o que temos, quer seja muito, quer pouco; um dia, teremos de prestar contas diante de Deus do modo como administramos ou usamos todas estas coisas.

A verdadeira mordomia cristã significa agradecer a Deus por tudo o que temos (Dt 8:11-18) e usar tudo conforme sua orientação. A mordomia fiel implica em saber que Deus também deve controlar o que fazemos com os nossos recursos materiais, nosso tempo, as habilidades e os dons que dEle recebemos. Deus também nos confiou o tesouro de sua palavra, que é a verdade (2 Co 4:7), e é preciso guardar esse tesouro (1 Tm 6:20) e investi-lo na vida de outros (2 Tm 2:2).

É triste ver como a riqueza de Deus está sendo desperdiçada por muitos que vivem como se Jesus jamais tivesse morrido e como se o julgamento jamais fosse chegar.

Em seu retrato do filho pródigo e do irmão mais velho, Jesus descreveu duas filosofias opostas de vida.

Antes do arrependimento, o filho pródigo desperdiçou a vida, enquanto o irmão mais velho apenas gastou sua vida trabalhando fielmente, porém sem alegria.

Devemos ter o desejo de chegar ao céu e de encontrar pessoas que creram em Cristo, porque nós investimos com sabedoria todas as riquezas que recebemos de Deus, especialmente na pregação do evangelho, começando em nossa casa.

Jesus exige integridade e é a dedicação total a Deus que nos coloca acima de todas as coisas. Mt 6:33 nos diz: “Mas buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça...”.

Se Deus é nosso Senhor, usaremos os recursos materiais, dos quais somos apenas mordomos, segundo a boa e perfeita vontade de Deus.

Há muitas almas a ganhar para o Salvador, e as riquezas podem ajudar a realizar essa obra.

Sejamos um mordomo sábio e diligente, porque deste mundo nada levaremos, senão apenas as boas obras, lembrando que não sabemos a nossa hora de partir deste mundo para a eternidade.

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