Mauro Cezar Rosa
Mauro Cezar Rosa

Administrador, consultor, professor, especialista em gestão pública e dirigente cooperativista.

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Desenvolvimento regional – parte II

Até quando vamos deixar que alguns pequenos grupos, respondam o que deve ser melhor para nossa sociedade?

Publicado em: 23/11/2019

Conforme já escrevemos em nossa coluna do dia 12 de outubro, estamos neste espaço retomando o tema sobre o desenvolvimento regional, este que é de suma importância para todos, que por esta terra vivem e tem raízes aqui alicerçadas. Independe da atividade ou setor que estamos atuando, vamos sofrer imposições, de todas as ordens, advindas de políticas públicas, e assim as ações relacionadas ao que tange o desenvolvimento econômico e social, sofrem influências no ambiente onde estamos inseridos, e é neste aspecto que precisamos atuar, conviver e buscar obter sucesso nas atividades do nosso dia a dia.

Após a Associação Comercial, Industrial e de Prestação de Serviços de Frederico Westphalen (ACIFW) provocar a sociedade trazendo o assunto da possibilidade de se construir um consenso político para o município, apareceram diversas manifestações, sejam pessoais ou de cunho partidário, apresentando situações interessantes após participar de algumas atividades, acompanhar, ler e ouvir muitas opiniões, vamos aqui discorrer um pouco sobre o que julgamos ser importante e o que é fundamental para este tema, pois reflete diretamente na vida de todos.

Pontos a serem refletidos...

Nosso município possui mais de 64 anos de emancipação. Lendo e relendo a história, não encontramos nenhum documento que poderíamos dizer ser um balizador para nortear o desenvolvimento, falo aqui de um Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico, Social e Cultural, este, em muito, sempre lembrado e defendido pelo nosso ilustre e querido professor Edemar Girardi, presidente do Codemau. Neste sentido, o que encontramos foram pequenos rascunhos, algumas cartilhas, onde estão descritas as vontades de uma ou duas pessoas, digo famílias, junto com suas ideologias políticas, somadas ainda a opinião de uma meia dúzia de amigos, estas que foram apresentadas como seu plano de governo. Passam-se anos e esses métodos jurássicos continuam presentes, enraizados, principalmente, em momentos como o que agora se vê, antes mais uma eleição.

Quando falamos em gestão com eficiência, é fato que qualquer estrutura, seja pública ou privada, necessidade minimamente ter uma base alicerçada, onde estejam bem claros quais são seus princípios, valores, objetivos e metas, a serem realizadas. Isto raramente é encontrado junto às administrações públicas, embora sabendo que teremos questionamentos, já adianto que caso alguém da área use ou tenha conhecimento da existência um Plano de Desenvolvimento, construído com o apoio coletivo, que seja minimamente estruturado, com bases constituídas e elaboradas junto às realidades das suas comunidades, que nos apresente que iremos avaliar e dar o devido mérito, se assim o for. 

Na questão da realização do consenso político para Frederico Westphalen, atualmente algumas lideranças e representantes de entidades, em minha opinião, não entenderam ou ainda não desejam entender que precisamos construir uma ferramenta de gestão, esta que servirá de apoio e balizará todas as ações que visam o desenvolvimento econômico e social do nosso município, pautada nas demandas presentes na sociedade. Hoje, o que tenho visto é uma procura insana de nomes, tipo: o fulano é o cara, não: beltrano é mais qualificado, entre outras bobagens. Ora, pessoal, antes de mais nada, temos que saber para onde pretendemos ir, para depois buscar identificar quem será o nosso líder, o mais habilitado para coordenar este momento, claro com amparo do grupo técnico qualificado, que de fato represente as forças da sociedade, não de compadres e afiliados políticos.     

Ainda sobre a possibilidade de um consenso político, percebemos alguns agentes com posturas adversas, tipo utilizando de argumentos como o processo não estar amparado de alinhamentos democráticos. Neste sentido, temos a oportunidade de a sociedade antever ao pleito político e antes planejar e construir ferramentas, envolvendo as entidades e forças representativas, as que compõem de fato e de direito as linhas estruturantes da economia local. Então pergunto: como uma ação neste sentido pode não ser considerada democrática?

Temos também as manifestações que se dizem favoráveis, que em suas ponderações estão presentes os fundamentos que podem contribuir para a construção de um futuro mais promissor, envolvendo todas as classes da sociedade, embora ainda um pouco tímidas, mas estas ações proativas são fundamentais para o desenvolvimento de todos. Neste sentido, questionamos: que município/sociedade você quer para viver, trabalhar e conviver com sua família daqui a cinco, 10 ou 20 anos?

Deixamos aqui mais uma reflexão: até quando vamos deixar que alguns pequenos grupos, respondam o que deve ser melhor para nossa sociedade?

Faça sua parte, se envolva, participe deste importante momento do nosso município.

Até mais... 

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