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Antonio Carlos Rossi Keller
Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo da Diocese de Frederico Westphalen. Formado em Filosofia e em Teologia, com mestrado em Teologia, pela Pontifícia Faculdade Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo, com especialização em Teologia Espiritual e Formação de Seminaristas, pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

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A vida segundo o Evangelho

Há sempre a tentação de sermos a referência de todas as coisas

Publicado em: 26/10/2019

A Palavra de Deus lança a proposta de cuidarmos de um estilo de vida que agrade a Deus. Esta é a condição indispensável para realizar a missão que nos é confiada por Deus.

Neste domingo, o Evangelho do cobrador de impostos humilde e do fariseu orgulhoso (Lucas18,9-14) nos apresentam um desafio de como viver segundo o espírito do Evangelho.

Um estilo que se destaca pela riqueza da relação com Deus e com os irmãos. Cuidar para que essas relações sejam verdadeiras, autênticas, transparentes e humildes. E, sobretudo, cheias de caridade e de serviço.

Há sempre a tentação de sermos a referência de todas as coisas. E de construirmos na certeza da nossa excelência. Daí que muitas vezes se evite a Cruz, as contrariedades. Tal tentação invade, inclusive, os campos mais sagrados e mais belos que tocam a santidade de Deus e a sua grande beleza, e o mistério da pessoa de cada irmão, onde só Deus penetra.

Sempre a tentação de mostramos o nosso currículo, as nossas capacidades, o nosso ego cheio de coisas e de méritos, as nossas seguranças. É a negação do dom e a desvalorização da Graça. É a tentação da hipocrisia, forjadora de falsidade, e tragicamente perigosa, no conhecimento pessoal, assim como do conhecimento de Deus e dos outros.

Daí, a necessidade de cuidar do coração. Possuir um coração saudável, não só fisicamente. Um coração sábio que constrói a vida na simplicidade e na humildade fruto da proximidade do maravilhoso mistério de Deus.

Conhecer bem a Deus e aproximar-se do Deus Santo significa penetrar a sua humildade patente em tantos sinais! Humildade de Deus no seu dar-se contínuo e permanente despojando-se a si mesmo. E em Cristo contemplar o despojamento total para amar e servir. A Encarnação, Morte e Ressurreição de Cristo é o mistério da sua humildade. E na Eucaristia, em cada sacrário, aí está a afirmação do Deus humilde, disponível e amoroso.

Somos desafiados a obter um coração que se conhece a si mesmo na sabedoria da verdade e na capacidade de saber estar na relação com Deus e na relação com os irmãos. Um coração sem segredos para Deus. Um coração sem artimanhas e manhas que elabora uma imagem desfigurada de tudo e de todos.

Um coração que se esforça, na verdade, sabendo que Deus não se assusta das nossas faltas e limitações, quando somos verdadeiros e sinceros. Um coração que não ousa acusar os outros para se considerar melhor. E muito menos um coração que na aparente limitação e fracasso dos outros se torna soberbo de orgulho pensando ser melhor e mais importante.

Um coração humilde é um coração que serve. Ama sempre. Combate sempre. Crê sempre. Ora sempre. Compreende sempre. Perdoa sempre. Dá glória a Deus sempre.

É com corações, segundo o Evangelho, que se realiza a missão e que se celebra a misericórdia. As atitudes do homem que tem o coração cheio de humildade levam ao acolhimento, à cura, ao perdão, ao recomeçar, à esperança e à vida real do quotidiano.

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