Mauro Cezar Rosa
Mauro Cezar Rosa

Administrador, consultor, professor, especialista em gestão pública e dirigente cooperativista.

mauro.frconsultoria@gmail.com

 

 

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Desenvolvimento Regional

Parte I

Publicado em: 11/10/2019

Esta semana, em viagem, passando por Porto Alegre, estava eu hospedado em um modesto, mas confortável hotel organizando minhas atividades, quando ao ligar a televisão me deparei com um programa que achei interessante. Estava sendo transmitido em um canal local, ao vivo, a toda região metropolitana, um debate forte sobre o tema da inoperância da máquina pública diante das necessidades da sociedade contemporânea. O assunto tomou proporções que julguei interessantes, momento em que aproveitei para refletir um pouco sobre a real importância do modelo de gestão pública, oferecido à sociedade, esta que agora compartilho um pouco da minha opinião/visão com vocês.

Vivemos momentos de intensas mudanças, em que a agilidade e competência são pautas indispensáveis à sociedade moderna, ou seja, a iniciativa privada vem assumindo a cada dia muito mais as responsabilidades do setor público. Lembro do caso da Creluz, que está auxiliando na construção da ponte sobre o rio da Várzea, ligando os municípios de Rodeio Bonito e Liberato Salzano, uma obra aguardada há muitos anos pela região. A cooperativa acabou por assumir o protagonismo que o Estado não teve competência para fazer. Depois de longos anos, após atender incansáveis padrões burocráticos, a ponte está prestes a ser entregue à comunidade.

Outro ponto que precisamos analisar é a má conservação – nos últimos 20 anos – da BR-386, trecho desde Iraí até Porto Alegre, pela incapacidade da estrutura pública, para minimamente manter a rodovia em condições de trafegabilidade. Agora, com a interferência do setor privado, com a privatização de parte dela, é que estamos conseguindo rodar com um pouco mais de segurança e conforto. Citamos aqui também os municípios da região sem acesso asfáltico, muitos há mais de 30 anos reivindicando um acesso mais digno. Pois bem, agora pasmem, temos empresas privadas se organizando para fazer até alguns trevos de acessos, pois estes são entraves para ampliar seus negócios.   

Na área da saúde, faço aqui mais uma ponderação, como nossas estruturas públicas são deficitárias e frágeis. Como uma família de origem humilde consegue a merecida atenção do Estado, então mais uma vez ações da iniciativa privada criam ferramentas e buscam resolver suas necessidades, por exemplo, planos de saúdes vinculados a cooperativas do setor, com boas estruturas e modelos de gestão modernos, claro que com um pouco mais de custo ao cidadão, mas com excelentes resultados. Assim, na segurança pública, na educação, são tantas as situações de descaso, que por vezes me pergunto: Para quem serve esse modelo de gestão pública? Como e quando vamos transformar essa realidade e construir um novo modelo?

Nossa região, de forma muito interessante, vem se movimentando, onde acompanhamos alguns passos ligados a este tema. Caso recente que podemos registrar é a sinalização de algumas lideranças para a construção de um alinhamento político para um possível consenso, em torno de um nome ou um grupo para administrar Frederico Westphalen. Em minha próxima coluna vamos discorrer sobre pontos positivos e negativos deste processo. Inclusive meu e-mail está à disposição para receber sugestões.

Ah! Não poderia deixar de desejar, que em seu dia, Nossa Senhora Aparecida abençoe a cada um de nós brasileiros em especial a todas as crianças pelo seu dia.

Até mais... 

 

 

 

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