Elisabete Cerutti
Elisabete Cerutti

Doutora em Educação e diretora-acadêmica da URI/FW

beticerutti@uri.com.br

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Eu escolheria ser professora de novo!

Principiando o mês de outubro, como professora, não posso me furtar de utilizar este espaço para fazer uma reflexão sobre aqueles que são os construtores de sonhos

Publicado em: 28/09/2019

Principiando o mês de outubro, como professora, não posso me furtar de utilizar este espaço para fazer uma reflexão sobre aqueles que são os construtores de sonhos.

Outubro é um mês que demarca muitos processos. O último trimestre do ano, o mês dos orçamentos, o dia dedicado às crianças, à Padroeira do Brasil e à data em que comemoramos o Dia do Professor.

Feriados e tempo de abraços se misturam com o momento de olhar para aqueles que são os responsáveis pela formação, seja ela na educação básica ou no ensino superior. Entendi que nestas festividades não devo me ater a fazer reflexão sobre as preocupações de nossa profissão, embora elas sempre são pertinentes. E sim, destacar a magnitude que é ser um profissional que atua em um cenário cada vez mais desafiador e promissor.

Um espaço de oportunidades, de oferecer aos outros o que há de melhor em nós: o conhecimento. Um professor é capaz de ensinar e aprender, a impulsionar vidas, a edificar sonhos e a doar-se. Nesta “entrega”, sentir dignificado pelo aprender de uma vida que se processa a partir da sua.

É no profissional professor que o aprender dá espaço para transformação de vidas. Veja, por exemplo, o significado de uma criança ao ler suas primeiras palavras ou de um jovem a conquistar seu primeiro emprego na área que está estudando. Não se trata somente de felicidade relacionada à conquista, mas de um trabalho empreendido de planejamento, vivência, entrega, doação e acreditação de que o outro possa aprender a partir de minha presença.

Venho tendo a grata oportunidade de presidir solenidades de formatura da URI e de assistir pais e professores viverem a mesma intensidade de felicidade que seus alunos ao receberem a diplomação. É ali, em um ato solene, que os professores assistem o que foi o motivo de seu trabalho: o resultado de um ser humano que aprendeu com o outro e tornou-se seu colega.

É por isso que percebemos que ser professor é ter o dom profissional de transformar vidas. Em meio aos desafios de existência desta profissão futura, este sim é um fato que merece nossa preocupação.

Buscando alternativas viáveis a este “futuro” tão presente, nossa universidade está, neste outubro, lançando dois projetos de curso de formação de professores altamente inovador, capazes de inserir os alunos no mundo profissional com excelência e com ambiência à essência formativa. É preciso deixar marcas de uma nova história e oportunizar aos jovens novas reflexões sobre o futuro de nossa profissão. Há um contexto de empregabilidade e de valor à profissão, que se bem implementado junto às políticas públicas, teremos brilhantes novos rumos da identidade docente.

Juntos: famílias, instituições escolares, comunidade e universidade! Todos nós podemos desenhar um futuro promissor a esta nobre e necessária profissão.

Por isso, amigo leitor, lhes digo que tive a influência de minha mãe e de minha irmã quando entendi que poderia deixar escrita a minha estada no mundo. Hoje, professora, casada com um professor e com vivências na gestão, como diretora-acadêmica da URI, eu lhes confesso: se Deus me desse uma segunda chance de nascer, eu escolheria ser professora de novo!

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