Raquel Brugnera
Raquel Brugnera

Jornalista (06634/SC); articulista, pós-graduanda em Estratégia Política e Marketing Eleitoral. 
Editora e colunista no Portal República, de Curitiba (PR).
Colunista do Jornal da Cidade Online e Burke Instituto Conservador.

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Cenário político do país

Mas o poder não é submisso! Outros querem o protagonismo na história

Publicado em: 21/09/2019

Nesta primeira interação com os leitores do jornal O Alto Uruguai, farei um retrato do atual tabuleiro político, explicando o posicionamento das peças que foram reagrupadas após a eleição de 2018. Desta forma, ficará mais fácil entendermos os embates que muitas vezes nos parecem ser “traições”, mas que na verdade são movimentos comuns no jogo eleitoral. Começamos explicando a polarização, que parece ser entre direita x esquerda, mas há outros subgrupos inseridos nestes dois polos e que quando reagem nos causam estranheza. 

Olhamos à esquerda: nela temos uma ala mais radical (PCdoB, PCO, PCB, PSOL, etc...) e temos uma ala mais progressista, onde se enquadra o PT e o PDT. Todos estes partidos (radicais e progressistas) giram em torno de um eixo, chamado Lula, que é um dos ícones da esquerda, gostando dele ou não, é impossível deixar de reconhecer o que este nome significa a causa progressista/comunista/socialista.

Mas o poder não é submisso! Outros querem o protagonismo na história e, por isso, assistimos embates como o dos irmãos Ferreira Gomes contra o PT, no episódio do “Lula tá preso babaca” e outras falas diante da plateia petista; deixando claro que houve uma tentativa de descolamento do nome de Ciro Gomes do nome de Lula, justamente para conquistar parte do eleitorado da esquerda que admite que houve corrupção nos governos PT e que demonstra desconforto em continuar defendendo a sigla. Ciro abocanhou boa parte dos desgostosos e encontrou um espaço para ser o “número 2”. Temos, ainda, Marcelo Freixo do PSOL, que vem ganhando capilaridade ao conquistar apoiadores de peso como artistas populares, resultado do vínculo entre PSOL, UFRJ e instituições de cinema e teatro. Ao meu ver, Freixo é o número 3 da esquerda até esta data.

No centro do tabuleiro temos MDB, PSDB e PP, que atuam como os “féis da balança” e jogam o poder de decisão para onde eles penderem. Por isso é tão difícil um governo manter-se ativo no poder sem que haja boa relação com o Centrão, mesmo que isso signifique as vaias do eleitorado mais radical.

Olhamos à direita: ouso dizer que não temos uma direita de fato, no máximo uma centro-direita que já nasceu e uma direita conservadora que está em trabalho de parto. Temos Jair Bolsonaro como o eixo da direita, onde todos os outros partidos giraram em torno nas últimas eleições, mas é natural que os partidos da centro-direita também busquem espaço para o protagonismo de outros nomes, que não apenas o do presidente eleito.

O partido NOVO começou a jogar duro contra os conservadores na tentativa de evitar que seus eleitores do primeiro turno acabem virando Bolsonaristas e trabalhem pela reeleição e não mais pela renovação. Temos os Democratas como o DEM, que atualmente comandam a centro-direita, além das duas casas legislativas e que se declara fã do parlamentarismo, achando o presidencialismo um sistema superado. E temos ainda os partidos Cristãos que ganharam muita força nos últimos anos; muito por conta dos ataques mundiais contra o cristianismo na escalada do islã, que tomou conta dos países da Europa nos processos migratórios. Quanto mais atacam os cristãos no mundo, mais eles tendem a se organizarem politicamente para sobreviverem. 

É a partir deste cenário descrito acima que faremos nossas análises políticas nesta coluna, com uma linguagem simples e que traduza o “politiquês” que sempre foi tão complicado e ocasionou nossa pobreza política e nossa aversão por assuntos como política econômica e social, permitindo que os antigos governos tivessem a liberdade de fazer o que fizeram conosco. Que não sejamos mais inocentes úteis... 

Neste tabuleiro, qual é o teu posicionamento? Sempre que possível, respondo a todos.

Até a próxima, leitores!

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