Marcio Bariviera
Marcio Bariviera

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Gato tem sete vidas mesmo?

Fico imaginando a cena: logo que o filhote começa a entender a vida

Publicado em: 22/06/2019

Hoje o papo não será de bola. Será de gato. Gato e suas, dizem, sete vidas.

Reza a lenda de que gato tem sete vidas. Embora eu sempre tivesse minhas dúvidas quanto a isso, o mais justo seria cada ser humano ter duas ou três. Por um tempo até acreditei que o nariz do Pinóquio crescia quando ele mentia, mas gato ostentando vidas nunca cresceu no meu conceito. Complicado a gente ter só uma e os gatos sete. Injusto, eu diria.

Puxei o assunto porque quase atropelei um gato ontem. Lógico, assunto para uma crônica. Eu descia a rua e o bichano surgiu do nada, mas foi astuto e, como se tivesse equipado com ABS, freou tão espetacularmente que meu próprio carro ficou com inveja. Segui rumo, deixando bem claro que vinha em baixa velocidade, e pude notar pelo retrovisor que ele passou tranquilamente por trás e chegou de forma sã e salva no outro lado da rua.

Será que gato tem sete vidas mesmo? Fico imaginando a cena: logo que o filhote começa a entender a vida – e também a como ser mais esperto que o passarinho – o pai dá a boa notícia de que ele vai ter sete vidas.

O pequeno gato, humilde e inocente, ficará tão feliz e responderá que duas já seriam suficientes e que tudo o que errar na primeira conseguirá fazer diferente na outra. E que assim, em seu modo de pensar, já estaria de bom tamanho. Mas o pai não gostará do pensamento pequeno do filho e o reprenderá, estampando em sua cara que com esse complexo de inferioridade ele jamais será um thundercat, um Tom ou mesmo será citado pelo Tadeu Schmidt no Fantástico.

Aí o gato cresce e começa a aprender que a vida não é fácil. Mas terá em sua alma uma eterna positividade, até por que estaria recém na primeira das sete vidas. A crise de existência mesmo vai ocorrer lá pela quarta, quinta vida. É neste momento que ele vai ver que a coisa passa rápido. De repente ele já está fazendo a transição da sexta para a sétima e se sentirá um Orkut em 2014.

Aliás, como seria uma nova vida do gato? Morre na primeira e ao invés de a alma sair do corpo como o Patrick Swayze em Ghost, ele simplesmente acorda e segue o baile para a segunda? Ou será que ele volta a ser filhote? Acho que a segunda opção seria a mais correta, já que a média de vida deles é de 12 anos. Assim a gente multiplicaria por sete e chegaríamos a 84 anos, algo que os deixariam bem surrados devido a tantas aventuras de suas tantas vivências, problemas nas articulações, enfim. Melhor nascer de novo, ser paparicado, ser chamado de fofo e encarar a vida com saúde e esperança.

Mas voltemos ao quase atropelamento. Sei lá, o gato teve medo. E foi isso que me motivou a escrever sobre o fato de ele poder ter tantas vidas como se diz. Pense comigo: se você tivesse sete vidas, teria medo de ser atropelado? Não teria lógica. Exceto se já estivesse na última delas. Aí muda, realmente. Possivelmente haveria mais parcimônia e responsabilidade em um monte de situações. Como atravessar a rua, por exemplo.

 

 

 

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