Lírio Zanchet
Lírio Zanchet

Professor aposentado e empresário.

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Mas existe um SE nesta história...

SE não tivesse havido ressurreição, por que os seus DOZE apóstolos, como que enlouquecidos, saem mundo afora, a pregar o Evangelho, e TODOS eles se deixam martirizar pelo seu Ídolo?

Publicado em: 20/04/2019

São Paulo, um dos pilares do Cristianismo, no capítulo 15 da primeira carta ao povo de Corinto escreveu: “SE Cristo não ressuscitou, a nossa fé é inútil, a nossa pregação é um buraco na água, comamos e bebamos porque amanhã morreremos”. Ele prega o real para a humanidade. SE com a morte tudo acaba, aproveitemos a vida, quem pode mais chora menos, atiremo-nos na esbórnia, gozemos o quanto pudermos, se precisa roubar, se rouba, se precisa enganar, se engana, se precisa trair, se trai, se precisa ser corrupto, que Brasília seja o nosso modelo. Mas há um SE nesta história. SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU... E não se pode negar a Ressurreição. Nem a história.

 

  1.       Toda a população de Jerusalém é testemunha de que Cristo foi crucificado, morto, sepultado e que ressuscitou. Seus oponentes foram a Pilatos, suplicando que soldados guardassem o sepulcro, para evitar uma possível fraude: “Que os discípulos roubassem o corpo e depois afirmassem que ELE teria ressuscitado. Então o último embuste seria pior que o primeiro”. E os guardas se postaram na porta, selando o sepulcro com o sinete do Imperador (Mt 27, 62-66).

 

  1.       Maria Madalena, ao levar os unguentos para embalsamar o corpo, deparou com o mestre ressuscitado, “pensando que Ele fosse o jardineiro” (Jo 20, 15). Comunicou o fato aos apóstolos, que acorreram pressurosos ao local, encontrando o túmulo vazio.

 

  1.       Os apóstolos, liderados por João e Pedro, entram no sepulcro, veem as vestimentas dobradas (Sudário que ainda hoje, como a maior relíquia religiosa, se encontra em Turim) e um anjo, repreendendo-os: “Por que procurais entre os mortos o vivo?” (Lc 24, 5).

 

  1.       Ainda medrosos, os apóstolos se trancam no cenáculo, com as portas chaveadas, quando Cristo surge entre eles: “Estão Me vendo, sou Eu. Tendes aí alguma coisa para comer? Eu vos tinha prevenido de que tudo iria assim acontecer” (Lc 24,41).

 

  1.       São Paulo narra ainda: “E posteriormente Cristo apareceu a mais de 500 irmãos, dos quais muitos ainda vivem, outros já morreram” (1Cor 15, 6).

 

  1.       Os frustrados Discípulos de Emaús, voltando para casa cabisbaixos, mais tristes do que torcedores quando perdem o Gre-Nal, são surpreendidos com o aparecimento do Cristo ressuscitado, e deixando sua casa, dão marcha à ré, voltam a Jerusalém para comunicar aos companheiros que Cristo ressuscitou e que eles são testemunhas (Lc 24, 13-35).

 

  1.       E antes de subir aos Céus, Cristo ainda realiza para os seus fiéis apóstolos o milagre da pesca, sugerindo lançar as redes à direita do barco. A seguir convida-os à margem, onde tinha preparado peixe assado nas brasas (seria para nós um churrasco). Esta era já a terceira aparição (Jo 21, 1-14).

 

SE não tivesse havido ressurreição, por que os seus DOZE apóstolos, como que enlouquecidos, saem mundo afora, a pregar o Evangelho, e TODOS eles se deixam martirizar pelo seu Ídolo? Alguém já viu ou ouviu ou leu que um só cidadão deu a sua vida por Alexandre, Napoleão, Stalin, Hitler, Getúlio, Brizola, ou mesmo por Lula ou Bolsonaro? Há dois mil anos, sempre e em todo o mundo, se encontrarão santos que derramarão o seu sangue por Cristo ou pela sua causa. Simplesmente porque eles acreditam na ressurreição. É por isso que, cada ano, na Páscoa, se comemora o maior evento da História. Não é a Sexta-feira Santa o marco do Cristianismo. É o Domingo pascoal, quando Cristo vem garantir para todos a vida após a morte!

 

 

FW em alta: a nossa cidade a toda hora é brindada com alguns gênios. Leila Aparecida Uez, filha do professor-doutor Élio Uez, em um concurso para o Banco do Brasil, entre nove mil candidatos, ficou em quinto lugar. Merece ou não merece os parabéns?

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