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Cesar Riboli
Cesar Riboli

Advogado e professor universitário.

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O mundo tecnológico e a felicidade

Esta mesma tecnologia retira o trabalho de muitos trabalhadores

Publicado em: 10/03/2018

A substituição das pessoas humanas pelas máquinas, como uma das consequências do avanço tecnológico, o qual se tornou uma realidade do mundo moderno, será capaz de em contrapartida fazer as pessoas mais felizes? Essa questão tem intrigado pesquisadores e especialistas de diversas áreas do conhecimento, contudo, parece que muita incerteza vem pela frente.

Parece consenso que as mudanças são inevitáveis, que é preciso mudar. Torna-se imprescindível, nos dias atuais, estarmos preparados para conviver com a velocidade com que as transformações estão ocorrendo na sociedade. Surpreendentemente e de forma sem precedente na história, muito está mudando as formas de nos comunicar, de nos relacionar, de consumir, de produzir, de acessar as informações, os nossos hábitos e outras tantas coisas.

O mundo, definitivamente está em nossas mãos, graças ao avanço tecnológico. Estamos conectados vinte e quatro horas por dia, tudo o que está acontecendo no mundo temos condições de acompanhar em tempo real. A forma de pedir transporte ficou fácil, a Uber se tornou a maior empresa de taxi do mundo em poucos meses, sem ser proprietária de um carro sequer. Muitas profissões e negócios vão desaparecer de forma rápida.

Mas será que estamos vislumbrando o futuro em que as pessoas serão efetivamente substituídas pelas máquinas? Acredito que não. Penso que haverá cada vez mais uma integração entre as pessoas e as máquinas, de sorte que um estará em sintonia com a outra, uma dependendo da outra.

No mudo do trabalho as tecnologias mantêm os trabalhadores extremamente preocupados. De um lado as novas tecnologias facilitam a vida dos operários e dos trabalhadores em geral. Porém, por outo lado, esta mesma tecnologia retira o trabalho de muitos trabalhadores.

O certo é que este mundo tecnológico concebe e valoriza novos capitais. O maior patrimônio de uma pessoa será cada vez mais o seu capital intelectual (o conhecimento), da mesma forma, o maior capital de uma empresa será o intelectual dos seus colaboradores. Cada vez mais será necessário a edição de políticas que incentivem a ciência e a pesquisa, de modo a preparar as pessoas para as novas realidades.

O momento parece ser propício para uma avaliação das mudanças que estão por vir e de como devemos nos preparar para as oportunidades e para as dificuldades da vida, a vida vai mudar, os hábitos, pensamentos, posturas e a forma com que vamos enfrentar o futuro também.

Então, se a felicidade é um estado durável de satisfação e equilíbrio psíquico e físico, de bem-estar espiritual, de paz interior, em que as emoções e os sentimentos nos levam à alegria e ao contentamento, ela terá, no futuro, de conviver com novas técnicas, processo, métodos, instrumentos e meios que irão interferir cada vez mais na vida humana. Se as tecnologias forem capaz de propiciar conforto, bem-estar e de preservar a nossa utilidade enquanto humanos, então será possível conviver com este mundo frenético de mudanças. Por outro lado, de uma coisa tenho certeza, não consigo imaginar onde chegaremos em termos de tecnologias, mas de uma coisa tenho absoluta certeza, precisamos estar preparados.

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