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Jaime Folle
Jaime Folle

Professor, com mestrado em Empreendedorismo no exterior e mestrado em Desenvolvimento no Brasil; atua como palestrante e instrutor de cursos e treinamentos.

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Atendimento dos velhos armazéns e a alta tecnologia

Os clientes foram perdendo seus nomes e tornando-se números

Publicado em: 12/05/2018

Parece-nos claro que o atendimento comum já não serve mais para os clientes. Hoje, eles querem muito mais que um simples atendimento e, além de receber com simpatia e disposição, o atendente/vendedor precisa exceder padrões de excelência.

Os tempos mudaram e o mundo evoluiu. Não somente a tecnologia e a automação nos surpreendem com novas descobertas, mas também o ser humano ascendeu, ficando mais exigente e conhecedor de muitas coisas que, em um passado não muito distante, não se imaginava que fossem assim.

Antigos empórios e casas comerciais com denominações como “Armazém de secos e molhados” foram perdendo seu espaço. Nesses idos, era muito comum os clientes abrirem contas, que eram anotadas em uma caderneta, pois eram pessoas conhecidas e fiéis. Conheciam-se as suas famílias, seu modo de viver, suas dores e até os chás que tomavam.

Nesses tempos, era bom ser cliente e, melhor ainda, ser vendedor. Mas, sabemos que, com a evolução, os clientes foram perdendo seus nomes e tornando-se números nas estatísticas de vendas de hipermercados, magazines e outros segmentos. Hoje, “Dona Marcília” só é chamada pelo nome quando o caixa da empresa solicita o cartão ou o talão de cheques para garantir o pagamento.

Foi então que, em menos de 30 anos, entramos em um surto de nostalgia por grandes organizações, tentando resgatar o que, no passado, eram hábitos saudáveis de tratar os clientes como verdadeiros seres humanos. Porém, a caderneta de anotações, hoje, é substituída por cartões magnéticos, uma forma moderna e inteligente de facilitar as compras.

A tecnologia, em um primeiro momento, parecia ter condenado o esquecimento, a velha cordialidade que os antigos tinham como hábito. Entramos em uma era em que os controles tecnológicos nos permitem encantar os clientes, assim como no passado, sabendo, por antecipação, seus gostos e desejos, podendo, um cliente, ser atendido ou receber um folder de propaganda de forma dinâmica e personalizada.

Um exemplo claro disso é de um cliente que se hospedou em um hotel com dores na coluna e solicitou um quarto no qual tivesse uma cama com colchão ortopédico. O hotel atendeu seu pedido, deixando o cliente satisfeito. Passados três anos, este cliente retornou ao hotel e, ao chegar na recepção e solicitar um quarto, foi surpreendido pelo atendente, que perguntou: “Você prefere uma cama com colchão ortopédico?”.

Vejamos que, se compararmos os antigos armazéns com os ultramodernos magazines de hoje, permanece a velha máxima de que o cliente precisa ser tratado com atenção, alegria e, principalmente, ser valorizado como ser humano.

 

Até a próxima.

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