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Lírio Zanchet
Lírio Zanchet

Professor aposentado e empresário.

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Paixão, crucifixão e morte de Jesus Cristo (4ª parte)

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 27/03/2021

A CRUCIFIXÃO DO SENHOR – Ao ser deitado no madeiro, completamente nu, “pois dividiram entre si suas roupas e sobre a túnica lançaram sorte”, os verdugos perceberam que, após cravar a mão direita sobre o orifício feito na cruz, a mão esquerda não alcançava o outro orifício. Assim, tiveram que espichar o braço de Jesus, deslocando os ossos da caixa torácica. Ajoelhado sobre o peito do Senhor, com uma corda, puxaram o braço até que o cravo alcançasse o orifício. Sem a intervenção divina, nenhum ser humano suportaria este sofrimento. As marteladas que fizeram penetrar os cravos nos pulsos e na ‘dobradiça’ dos pés, sem qualquer anestésico, deveriam ter provocado não gemidos e sim berros de dor. Quando finalmente está pregado, os esbirros alçam a cruz e a fazem deslizar no buraco aberto na rocha. O solavanco ocasionou novo tormento, já que o golpe foi sentido por todo o corpo, agora sustentado pelos cravos das mãos e pelo prego dos pés.  Na cruz, o Senhor permaneceu três intermináveis horas, que O fizeram suplicar por água, tendo-se lhe ministrado fel. No desespero se queixa “Pai, por que Me abandonaste?”.

 

NA MORTE DO SENHOR, A NATUREZA LHE PRESTA HOMENAGEM – Já que os homens O condenaram, o céu e a terra Lhe tributam reverência. O sol apagou sua luz e trocou de lugar com a lua. Escritos posteriores atestam que na Grécia, nesta mesma hora, onde acontecia a Olimpíada, os jogos foram interrompidos, porque inexplicavelmente as trevas cobriram a cidade. Um terremoto exatamente no Monte Calvário abriu um fosso entre a Cruz de Cristo e a do mau ladrão. Fariseus amarraram uma pedra em uma corda e a jogaram na cavidade, tentando medir a profundidade. Mais de 100 mortos surgiram das sepulturas e pregaram arrependimento às pessoas que os viram. Pássaros pararam seus voos, vindo a cair e deixando-se apanhar. O gado fugia mugindo. O véu do templo se rasga de alto a baixo. O povo abandonou o Local, aterrorizado pelos estranhos elementos e pela escuridão. Muitos batiam no peito arrependidos.

 

O DESESPERO DE PILATOS E HERODES – Os dois se encontraram e extravasaram consternação: “Isto não é natural... Eles se excederam nos maus-tratos”. Cercaram-se de soldados e buscavam explicações junto aos anciãos. Estes atribuíam tudo ao terremoto. Pilatos, ao chegar ao Gábata, o local da condenação, desviou o olhar. Apesar de ser três horas da tarde, fizeram acender todas as lâmpadas do palácio, pois reinava a mais completa escuridão. Para aumentar o espanto do governador, Cássio entrou no palácio e lhe revelou os últimos acontecimentos. Como de costume, as pernas dos condenados deveriam ser quebradas. E para confirmar a morte de Jesus, o oficial romano, a cavalo, toma a lança com ambas as mãos e a introduz com tal força no lado direito de Jesus, que a ponta saiu no lado esquerdo. Este Centurião tinha um defeito visual e os olhos tortos, sendo objeto de chacota entre os subordinados. Com o golpe, jorrou sangue do coração de Jesus, respingando gotas nos seus olhos. Caindo do cavalo percebeu que estava curado. Relatou também este fato a Pilatos, deixando o governador ainda mais transtornado. Posteriormente, fez-se cristão. Neste ínterim, José de Arimatéia chega a Pilatos, solicitando permissão para tirar o corpo de Jesus da cruz. O fato de um homem tão distinto fazer tal pedido deixa pilatos ainda mais transtornado. Nicodemos providencia panos e especiarias para o embalsamamento, além de escada, martelos, ponteiros, vasilhas e esponjas.

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