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9 - coronavírus
Mauro Cezar Rosa
Mauro Cezar Rosa

Administrador, consultor, professor, especialista em gestão pública e dirigente cooperativista.

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Um futuro com mais cooperação e mais humano

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 31/10/2020

Estamos passando pelo momento mais delicado desta geração social, uma sociedade impactada pela crise atual no mercado de trabalho e emprego. Existe um grande receio em relação aos efeitos negativos que a pandemia pode trazer, especialmente relacionados ao desemprego de parcela considerável da população mundial. Segundo publicação da organização internacional Oxfam, a pandemia pode empurrar mais 500 milhões de pessoas para a pobreza em todo o mundo.

A verdade é também que a crise acentuou ainda mais uma transformação que já vinha acontecendo há alguns anos no universo do trabalho. E há vários elementos que estimulam esse movimento, especialmente a chamada quarta revolução industrial: a adoção de novas tecnologias digitais que estimulam o surgimento de novas profissões e o desenvolvimento de novas habilidades.

A primeira e talvez principal transformação é que o aprendizado deverá ser uma constante para toda e qualquer profissão. Na era tecnológica e da informação, as atualizações estarão sempre presentes, assim como novas tendências passam a surgir e os trabalhadores precisam garantir que suas habilidades e competências profissionais sempre respondam ao que há de mais inovador – alguns especialistas chamam isso de “lifelong learning”.

Ainda que a transformação digital deva ser uma constante, engana-se quem acredita que somente os empregos relacionados às tecnologias terão espaço no mercado de trabalho. Isso é o que mostra uma publicação do Fórum Econômico Mundial, segundo a qual há 96 “profissões do amanhã”, entre elas, o cuidado às pessoas e saúde, vendas, marketing, “economia verde”, recursos humanos e desenvolvimento de produtos.

Nem todas elas dependem exclusivamente de conhecimentos específicos e técnicos nas áreas de tecnologia. Muitas organizações tendem a surgir, com dinâmicas de gestão integradas, tendo por base a geração de bens e serviços focados no compartilhamento coletivo, casos das “Cooperativas de Plataforma”, que vêm apresentando características inovadoras, oferecendo soluções à sociedade, ao associado e seus pares. Também como esperado, engenharia, computação de dados e inteligência artificial também terão um papel fundamental.

Para acompanhar todo esse movimento que veio para ficar, é preciso que atores públicos, privados e da sociedade civil possam trabalhar conjuntamente. Há, ainda, muito a investir em programas de formação continuada nas empresas, em cursos ofertados com ensino a distância e também formações práticas com exemplos reais do mundo do trabalho.

Se por um lado as mudanças tecnológicas são inevitáveis e já estão em pleno desenvolvimento, por outro estamos vivendo um futuro em que os seres humanos serão cada vez mais fundamentais, cooperando para a melhoria da qualidade de vida das famílias e transformando a sociedade como um todo.

Mas para que isso se torne realidade e não uma mera previsão, precisamos garantir que essa mudança esteja a nosso favor: desenvolvendo o conjunto de habilidades e competências necessário que nos habilite a criar, operar e aproveitar todo o potencial trazido pelas soluções tecnológicas, construindo novas estruturas, gerindo nosso capital humano, focado no desenvolvimento econômico-social.

Estamos diante de uma oportunidade única para transformar a sociedade, construindo um mundo onde o valor esteja nas pessoas, não nos objetos, e que a cultura da cooperação venha trazer a oportunidade para que as pessoas se sintam parte integrante do processo de desenvolvimento social.

*Texto adaptado www.brava.org.br

 

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