PUBLICIDADE
09 - Consulta Popular
Alexandre Garcia
Alexandre Garcia

Jornalista, apresentador e colunista de política

 

Sugestões, elogios e dúvidas: clique aqui para enviar um e-mail.

A volta por cima

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 26/09/2020

Após sete meses de pandemia, que mandou as pessoas para casa e as tirou dos shoppings e restaurantes; que fez fechar as lojas e fábricas; que semeou pânico das covas e caixões que paralisou até pensamento – após esse tempo o noticiário diz que, segundo o IBGE, o Brasil está com quase 14 milhões de desempregados. Ora, esse número perde para o desemprego de Dilma, que não precisou de pandemia para paralisar pensamento. Em 2017, dados do IBGE mostraram, ao fim do 1º trimestre, 14,2 milhões de desempregados. Um atraso que tirou 7% do PIB em dois anos, maior que o rombo do coronavírus. Em maio daquele ano, a presidente foi afastada e a recuperação do emprego e retomada da economia logo começava, pois o brasileiro é resiliente.

O samba de Paulo Vanzolini poderia fazer parte dos hinos brasileiros “Levanta, sacode a poeira, dá volta por cima”. A frase diz tudo. A letra começa com “Chorei”. Todos choramos nossos mortos, nossas perdas econômicas, nossos empregos. Mas ao cabo da provação, não houve o caos, nem mesmo entre os de pouca renda e nenhum emprego. Não houve desordem. O governo ajudou, com o coronavoucher, mas o brasileiro é que sacudiu a poeira do vírus.

Numa paralisação de que ainda não se avaliaram resultados, fecharam-se 357 mil empresas entre abril e agosto, mas só em julho, mês em que houve a virada da curva de mortes, foram criadas cerca de 300 mil empresas, a maioria micro e pequenas. Brasileiros que perderam seus empregos na fábrica, no restaurante, atrás dos balcões, se tornaram empreendedores, em atividades por conta própria. Antes de abril, o Brasil tinha 18 milhões e 297 mil empresas; no fim de agosto, eram 19 milhões e 289 mil. A iniciativa, a coragem, criaram um milhão de novos empreendimentos.

O agro não parou; brasileiros passaram a trabalhar em casa; o governo continuou inaugurando obras; os médicos brasileiros descobriram a forma de bloquear o inimigo aos primeiros sintomas; as escolas perceberam que o futuro seria derrotado se não reagissem ao medo; os que tentaram oprimir as liberdades acabaram cedendo à cultura nacional, que tem no Hino da Independência a estrofe  “os grilhões que nos forjava a perfídia astuto ardil/houve mão mais poderosa, zombou deles o Brasil”. Por isso, levantamo-nos, sacudimos a poeira e damos volta por cima. O espírito nacional é mais forte que o astuto ardil.

 

COMENTÁRIOS

Os comentários no site não são moderados e são de inteira responsabilidade de seus autores. Utilize este espaço com elegância e responsabilidade. Ofensas pessoais e palavras de baixo calão serão excluídas.
PUBLICIDADE
13 - Dedetização Daniel
PUBLICIDADE
13 - Zooclínica