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Lana Campanella
Lana Campanella

Professora universitária.

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Ancestralidade: passados que nos ensinam quem somos

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 26/09/2020

Quem já não se deparou com a inquietação a respeito “de quem é” e “qual seu papel no mundo?”. Apesar dessas dúvidas costumeiramente serem atribuídas à fase da adolescência, elas podem surgir em qualquer estágio da nossa vida, o que nos exige um processo de autoconhecimento a fim de aquietar a alma e entender nosso destino. Um dos caminhos para esse entendimento passa pelo conhecimento de nossa ancestralidade, e isso não ocorre apenas folhando fotos antigas, mas realmente buscando nossas raízes. O processo de busca não precisa ser tão científico como na academia, onde são feitas análises de grupos étnicos, mas através de uma coisa mais simples, porém rica em detalhes, como os relatos de família. Há um tanto de coisas que se pode depreender dessas histórias, como os costumes e comportamentos à época de nossos bisavôs, como era a cena cultural de nossos antepassados (dança, música, folclore, literatura, etc...), pratos tradicionais da família e outros ritos, assim como a visão de mundo que tinham. Sei que para muitos a ideia de revirar passados é vista como descartável, pois não conseguem compreender a importância desse pregresso em suas vidas atuais. Ocorre que somos resultado de várias culturas amalgamadas e nossa história está escrita em nossa memória celular, de modo que ao se reconectar com nossos ancestrais, temos vários ganhos a começar por conhecer nossa história familiar, assim como sarar feridas não sabidas, mas sentidas e redimensionar nossas vontades a partir desse novo EU que surge fortalecido dessa vivência. No que tange a curar as feridas, me refiro a perdoar e honrar nossos antepassados ao invés de repetir a cada reunião de família o quanto a mãe foi rígida com determinado castigo ou das proibições paternas. Pode acreditar que essas coisas continuam te atrapalhando, tanto que você as repete mesmo se dizendo “bem resolvido”. Também, é preciso honrar nossas heranças e valorizar as culturas de que somos oriundos, pois muitos vivem crises existenciais de representatividade, tentando mimetizar grupos a que não pertencem por desconhecer ou não aceitar suas raízes. E a sabedoria chinesa ensina: “Esquecer os ancestrais é como ser um riacho sem nascente e uma árvore sem raízes”.

 Bons Ventos! Namastê.

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