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Marcelo Blume
Marcelo Blume

Administrador, especialista em Marketing e mestre em Engenharia de Produção. Palestrante, pesquisador e escritor, com artigos e quatro livros publicados na área de gestão.

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Como manter a calma na pressão

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 16/09/2020

Os últimos anos, e em especial os últimos meses, têm sido testes de altíssimo nível para quem vive sob a pressão dos resultados, da tomada de decisões difíceis, da elaboração de planos rápidos, dentre outros. Sabe-se que um dos segredos para enfrentar a pressão é manter a calma, porém, é possível que a maioria esteja fazendo isso de maneira errada.

Um estudo coordenado pelo professor Allison Wood Brook, da Harvard University, mostra que sob pressão a maioria de nós tenta ficar calmo da maneira errada. Outra constatação é que quem abraça o desafio de superar uma crise, ultrapassar as dificuldades as anima e assim tendem a obter melhores resultados do que aquelas que se esforçam muito para permanecerem calmas. “Quando as pessoas se sentem ansiosas e tentam se acalmar, elas estão pensando no que poderia dar errado. Quando elas ficam animadas, elas estão pensando nas coisas que podem dar certo", afirma Brook. A justificativa é que permanecer composto, focado e efetivo sob pressão, é uma atitude mental, pois aqueles que dominam uma crise são capazes de canalizar suas emoções para o comportamento que desejam, transformando ansiedade em energia.

Uma recomendação é se apegar à lógica, avaliando o que pode ocorrer de pior com este resultado, como isso vai impactar em cinco anos, e assim por diante. O pânico, no caso de um erro ou acidente, é a antecipação de passar vergonha em público. Assim, os estudos recomendam construir confiança e concentração de esforço em busca das soluções. O coordenador do estudo recomenda lembrar sempre: "Tem mais para mim do que essa situação. Um erro não vai me definir". E ainda, de que é preciso reconhecer “que as pessoas são menos focadas em você do que imagina”. Ou seja, seus colegas, as pessoas próximas tendem a se preocupar mais com a solução dos problemas do que com quem tem responsabilidade com o erro ou acidente.

Nada ajuda mais a manter o foco durante uma crise do que o pensamento lógico. É preciso se recuperar logo do susto e focar no que realmente aconteceu, possíveis repercussões, como evitar mais repercussões, quem pode ser envolvido para reduzir impactos negativos, dentre outros. Não há nada de produtivo em autoacusações e nem culpas aos outros. Entendidos os fatos e o problema, é hora de “tomar as rédeas” da situação. Concentrar energia para superar e tentar fazer as coisas melhores dará mais forças e auxilia na redução da ansiedade. Animar-se pelos desafios de “voltar das cinzas” irá melhorar sua performance drasticamente. Para manter as coisas funcionando, é importante não ser muito duro consigo mesmo, lembrando que ninguém é perfeito e que até as pessoas mais bem-sucedidas cometem grandes erros.

Gerenciar suas emoções, manter a calma e ter um modelo mental preparado para trabalhar sob pressão está diretamente ligada ao desempenho de cada profissional. Muitos testes de seleção, especialmente para cargos e funções que precisam lidar com pressão, avaliam a capacidade da pessoa para lidar com suas emoções. É um aprendizado contínuo, que todos podem desenvolver.

Ninguém gosta de cometer erros e não importa o tamanho e o tipo de erro, o certo é que paralisar diante do medo, da incerteza, da vergonha, não só não vai gerar soluções, como tende a piorar as coisas. Quando se deixa os pensamentos ruins aflorarem, a capacidade de tomar boas decisões e de seguir em frente de forma efetiva reduz significativamente. É preciso controlar as emoções, manter a calma para pensar e desenvolver planos para fazer as coisas da maneira correta e seguir em frente.

Erros e pressão são inevitáveis, especialmente para aqueles que se propõe a fazer algo, e é justamente destes que o mundo mais precisa. Para que nossas famílias, organizações e comunidades possam se beneficiar dos fazedores, é fundamental que eles mesmos e todo o entorno saibam manter a calma e encontrar juntos as melhores soluções.

Um abraço e até a próxima!

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