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Marcio Bariviera
Marcio Bariviera

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Saudade do velho normal

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 01/08/2020

O futebol, enfim, está de volta em nosso país. Ainda não em 100%, mas em grande parte dos Estados. A gente sabe que ainda vai longe para normalizar, mas de forma geral a coisa tá andando.

Não sei quanto a você, mas eu ando com uma saudade danada de assistir um jogo do União Frederiquense, por exemplo. Saudade de acompanhar o futsal com os times da nossa região. Saudade do normal que era normal e que não sabemos se continuará sendo normal.

Saudade de tanta coisa... do torcedor que xinga o centroavante que perdeu um gol feito, saudade do cachorro-quente do intervalo do jogo, saudade da moça da Federação cobrando o borderô da partida, saudade da correria do dia seguinte, mesmo que o resultado não tenha sido de acordo.

Continuando: saudade da mexida errada que deu certo, saudade da mexida certa que deu errado, saudade da cerveja pós-jogo acompanhada de 10 ou 15 “técnicos” que com menos conhecimento fariam tudo diferente. Saudade de reclamar do escanteio curto, da falta ensaiada que alguém faltou o ensaio e irritou meio mundo.

Insisto, saudade de tanta coisa... Até mesmo daquele torcedor “fora da casinha” que é reserva nos confrontos de casados contra solteiros, mas que garante por A e mais B que não perderia o gol que o centroavante, aquele ali citado mais acima, perdeu.


Vamos esperar que a situação normalize por aqui, desde que seja seguro. Queremos ver as crianças entrando em campo ou em quadra com os jogadores, queremos ver árbitros e bandeirinhas sendo xingados, mesmo que suas mães não tenham nada a ver com as situações em que eles se meteram. Pelo contrário, elas devem tê-los alertado para que não se metessem. Mães, quase todas, têm o céu garantido.

Mais uma: saudade do técnico reclamando com o juiz e o juiz vindo na casamata dizer “eu apito e o senhor treina, combinado?”. Até desta frase eu tenho saudade. E neste novo normal, situações como essa deverão seguir o velho normal. Vários técnicos até tentam apitar jogo por aí, mas isso não deverá mudar. Eu acho.

 

Por fim, inventaram a nota de 200 reais. Muito em breve ela estará fazendo parte do novo normal. No velho normal raramente tínhamos uma de 100 na carteira para, depois do jogo, dar uma relaxada com os 10 ou 15 “técnicos” no barzinho e em seguida voltar para casa com umas de 10 e 20.


Que saudade do velho normal...

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