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Elisabete Cerutti
Elisabete Cerutti

Doutora em Educação e diretora-acadêmica da URI/FW

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Um novo humanismo?

O fato é que mais do que nunca é preciso inovar

Publicado em: 08/02/2020

Olá amigos leitores, muito bom estar com vocês neste segundo mês do nosso ano de 2020. Ano calendário que nos possibilita retornar a muitos “lugares” em períodos com distintas rotinas, como férias, feriados e... planejamento.

Sempre é maravilhoso recomeçar, retomar, reafirmar princípios e traçar as metas que nos elevam ao resultado que esperamos frente aos desafios que nos propomos.

É neste planejar ações que está envolvido o humano, o ser humano. Tendo sua origem no latim humanus, sua relação está associada ao homem como espécie, cuja distinção dos outros animais está presente na ação com racionalidade e sensibilidade. Quando usamos definição de homo sapiens, caracterizado como uma classificação taxonômica, estamos nos referindo ao “homem sábio” ou “homem que sabe”.

É neste sentido que o humano confira o espaço de construção pelo saber e que as relações com o fazer são constituintes de sua sapiência.

Isto significa dizer que de nada vale o saber se eu não souber ser.  Se o “homem” é o que sabe, sua primeira sabedoria deve estar associada ao saber relacionar-se, ao possibilitar diálogos e ao configurar humanismo nos processos.

Temos, diariamente, recebido as intensas informações de tudo o que a cibercultura tem propiciado de desenvolvimento social, educacional, econômico: inteligência artificial, atendimentos digitais, aplicativos, robotização. Porém, quem está na criação, na prospecção e impulsionando tais inovações são os seres humanos.

É com este sentido que nasce na literatura, o novo humanismo, cujo olhar está focado para o dinamismo deste ser humano que ocupa novos espaços numa perspectiva de recriar, empreender e ousar, sempre persistindo a essência do ser.

O relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, feito para a Unesco, cunhado por Jacques Delores “Educação: um tesouro a descobrir”, evidencia este caminho. O aprendizado, conforme o documento, deve seguir por toda a vida e se orientar por quatro pilares da educação:

- aprender a conhecer: o conhecimento como transformador de contextos;  

- aprender a fazer: como práticas de competências técnicas;

- aprender a viver juntos: estabelecendo relacionais em todas as atividades humanas como engajamento, união, entreajuda, educação colaborativa e compartilhamento de ideias;  

- aprender a ser: como o conceito principal que integra todos os anteriores.

Tais lições, ideais para nosso cotidiano, são sempre inovadoras, assim como é este pensamento clássico.

O fato é que mais do que nunca é preciso inovar, inclusive na compreensão de que o novo humanismo está dentro de cada um de nós e de nossas organizações.

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