Jaime Folle
Jaime Folle

Professor, com mestrado em Empreendedorismo no exterior e mestrado em Desenvolvimento no Brasil; atua como palestrante e instrutor de cursos e treinamentos.

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Metas ou neurose

Nosso corpo é matéria e espírito, ele não é máquina

Publicado em: 13/01/2020

Apesar de já ter abordado sobre este assunto em 2017, me reporto novamente para este ano, pois existe uma neura nas empresas, bancos e até em entidades não privadas, inclusive na polícia, que se chama ‘bater metas’. Os funcionários trabalham incessantemente para atingir metas que não são suas e vivem à beira da loucura, pela pressão imposta pelas organizações.

A neurose que se criou por “bater metas” cada vez mais desafiadoras tem levado gerentes de empresas e bancos a uma verdadeira paranóia, conduzindo seus funcionários a índices elevados de estresse. Afinal, aonde se quer chegar com esta obsessão em bater recorde em cima de recorde?

Existem algumas neuroses que foram se criando a partir da revolução industrial e que têm levado a população à beira da loucura:

1º Temos que ter sucesso na vida e, para tal, o sucesso é definido através do acúmulo de bens.

2º Temos que ser felizes o tempo todo e a qualquer preço, gastando muito dinheiro, acima da capacidade de ganho. Com isso, criou-se uma sociedade que compra tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo e o endividamento.

3º Temos que bater metas impostas e fazer tudo certo, inclusive sob ameaça de demissão, sabendo que não há um único caminho para fazer as coisas. As metas são necessárias para o sucesso das empresas e também para as pessoas, desde que elas não se configurem como um fardo excessivo de ameaças constantes, mensalmente.

Menos metas e mais saúde!

A pressão por metas é um dos principais motivos de adoecimento nas escalas de trabalho, tanto físico quanto mental. Segundo o Sindicato dos Bancários, cerca de 69% deles desenvolvem doenças diretamente ligadas à pressão das metas impostas pelos bancos.

Afinal de contas, o que se quer com esta paranóia abusiva de bater metas a vida inteira, cada vez mais desafiadoras, sob o pretexto de pontear a escala do sucesso?

Calma e mais fôlego. Nosso corpo é matéria e espírito, ele não é máquina. Entendo que no futuro, assim como já ocorreu no Japão, Estados Unidos e agora na China, no Brasil também estamos caminhando para uma onda de suicídios coletivos nas organizações, por conta desta neurose que são as metas abusivas dos últimos tempos, impostas pelas organizações.

Até a próxima!

 

 

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