Especificações:
Formato: tablóide
Altura Página: 33.5 cm
Largura Página: 26 cm
Largura da coluna: 5 cm
Tem Classificados: sim
Sistema de Impressão: off-set
Impressão em cores: sim
Circulação:
(abrangência dos municípios): 22 municípios
Frederico Westphalen, Seberi, Caiçara, Vicente Dutra, Iraí, Vista Alegre,
Taquaruçu do Sul, Novo Tiradentes, Cerro Grande, Palmitinho,
Planalto, Rodeio Bonito, Erval Seco, Cristal do Sul,
Pinhal, Pinheirinho do Vale, Jaboticaba, Boa Vista das Missões,
Ametista do Sul, Alpestre, Dois Irmãos das Missões,
Palmeira das Missões e outros estados através do Correio.
HISTÓRICO: JORNAL O ALTO URUGUAI
Transcorria o ano de 1965 quando, vindo de Porto Alegre, em Frederico Westphalen chegou o jovem Luiz Fernandes, com a intenção de fazer circular um jornal semanal.
Após passar alguns meses na busca de apoio para a implantação de um jornal, ele conheceu o empresário Vitalino Cerutti, que deu guarida e bancou a idéia, e o jornal de Frederico Westphalen deixou de ser um sonho para torna-se realidade. Com o nome de “Fernandes & Cia Ltda”, foi instalada uma pequena gráfica. Para a escolha do nome do semanário, após diversas sugestões, venceu aquela oferecida pelo então padre Arlindo Rubert, com o argumento de que o novo jornal teria circulação em toda a região, sendo batizado como "O Alto Uruguai".
Em 20 de fevereiro de 1966, além de Vitalino Cerutti e Luiz Fernandes, participaram efetivamente da fundação o professor Querino Candaten e o padre Arlindo Rubert.
O diretor do novo jornal retornou a Porto Alegre e de lá trouxe o jovem Luiz Carlos Vinhas, para a redação. Juntou-se a experiência dos dois porto-alegrenses, à colaboração do Pe. Arlindo, do professor Candaten e dos jovens frederiquenses, Adilson Cerutti, Edilio Baggio, Wilson Ferigollo, Dionizio Frizon e Jaime Franciscatto, além de dois jovens fotógrafos, Pedro e Lucilio Locatelli. Todos os membros da equipe colaboravam desoneradamente, sob o (seguinte) princípio de independência, imparcialidade, honestidade e responsabilidade.
Luiz Fernandes ficou na direção do jornal até o ano de 1970, quando foi substituído por Rui Alberto Rizzotto. Também sob a batuta do novo diretor, o “O Alto Uruguai” continuou servindo como o arauto da sociedade frederiquense. Em 1978, com a saída de Rizzotto, assume a direção o sócio Diunysio Cerutti, com a finalidade principal de reorganizar a empresa, que passava por dificuldades financeiras. Diunysio, matreiro e experiente, não veio só. Trouxe consigo Carlos Luiz Vendruscolo – Carlão – intelectual e pensador, extremamente inteligente e dono de uma vocação enorme para a polêmica. Nessa fase o “O Alto Uruguai” viveu momentos gloriosos. A caneta do Carlão fez furor. Em 1982, já com a casa organizada, Diunysio entrega a direção para os sobrinhos Vitalino Adejalmo Cerutti e Francisco Carlos Cerutti, que com, sangue novo, imprimiram uma nova dinâmica ao jornal e à gráfica. “O Alto Uruguai” mudou. Tido como jornal político (pró-MDB, PMDB) a nova direção conduziu a linha da redação a uma posição de neutralidade.
Com os avanços na área editorial, o sonho da empresa de importar uma máquina impressora que possibilitasse qualidade e rapidez na impressão do semanário também foi concretizado. Em 1994, foi um dos primeiros jornais do interior do Estado a introduzir cores em suas páginas, com a aquisição de uma nova impressora off-set, importada da Alemanha, atestando o espírito empreendedor de sua direção. Com este grande investimento em equipamento, o jornal passou a ser impresso com capa e contra-capa colorida.
O ano de 1995 marcou a história do jornal O Alto Uruguai, pois foi um período em que o semanário de maior circulação e tiragem do Médio Uruguai mudou totalmente sua infra-estrutura. O Alto Uruguai passou a ter cerca de 3300 assinantes, além de 200 exemplares de circulação avulsa, totalizando 3500 exemplares espalhados por toda a região do Médio Uruguai e várias cidades do Rio Grande do Sul e de Estados como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Pará.
Diante dessas importantes mudanças, era notável o crescimento do jornal O Alto Uruguai, que saltou de 1200 exemplares no final de 1994 para 3500 em 1995. Leitores, anunciantes, colunistas e colaboradores têm uma acentuada parcela de contribuição nesse avanço, pois, todos os sábados, procuram se informar sobre os fatos mais importantes da região.
No ano em que completa o seu quadragésimo aniversário, o Jornal O Alto Uruguai adquiriu mais uma impressora off-set, com a qual proporciona aos seus assinantes maior quantidade de páginas por edição, saindo das em média 35 páginas por edição produzidas, até final de 2005, para mais de 44 páginas por edição, a partir de 2006. Outro significativo benefício para o leitor do O Alto Uruguai foi obtido no início deste ano, com a publicação de um caderno interno colorido, chegando, em algumas edições, a publicar três cadernos coloridos.
A mudança de endereço, também no início de 2006, marca uma nova empreitada do Jornal O Alto Uruguai. Em função da quantidade de funcionários e da aquisição de novo maquinário, o antigo endereço, que por quarenta anos abrigou este semanário, teve que ser mudado. Porém, as novas instalações deram uma cara renovada à empresa e melhoraram significativamente o ambiente de trabalho, favorecendo, inclusive o cliente, com mais espaço para atendimento e estacionamento.
O Jornal O Alto Uruguai recebeu em 2006, pelos seus quarenta anos de atuação uma homenagem no grande expediente, da Assembléia Legislativa do estado do Rio Grande do Sul, além de outras importantes moções de aplausos pelas câmaras de vereadores da sua região de abrangência.
Há mais de 41 anos, dedica-se a divulgar os fatos que acontecem na região, formada por 22 municípios de abrangência. Atualmente é administrado pelos sócios Eduardo Cerutti, Izabel Cerutti, Rafael Cerutti e Leonardo Cerutti, representantes da terceira geração da família Cerutti na imprensa escrita da região.
Avalizados por seus atuais 5000 assinantes, que gera um número de aproximados 20 mil leitores por semana, o jornal O Alto Uruguai quer manter a parceria com toda região, buscando auxiliar e divulgar os avanços e o crescimento de cada um dos municípios de sua área de circulação.
Atualmente, em sua redação e gráfica, conta com 27 funcionários diretos e 60 indiretos, todos capacitados para produzir com qualidade um jornal com informação, serviço e entretenimento.
Atualmente, quatro colaboradores possuem pós-graduação, sete são graduados, três estão em graduação e seis possuem ensino médio completo, mostrando desta forma a preocupação do Jornal em ter profissionais qualificados. Conta com três jornalistas que estreitam os laços com a comunidade regional, fazendo um jornal mais dinâmico.
O Jornal O Alto Uruguai está localizado no Norte do Rio Grande do Sul, com sede na cidade de Frederico Westphalen, na rua Getulio Vargas, 201. Edita semanalmente uma média de 48 páginas, repercutindo as principais notícias dos municípios, além de informações como política, economia, saúde, variedades, esportes, agronegócios, veículos e cultura em geral, atendendo a todos os tipos de leitores.
O jornal O Alto Uruguai tem um sério compromisso com o desenvolvimento da região de sua atuação. Por isso, a cada ano que passa, conquista mais leitores e principalmente o seu respeito, tendo um conceito apartidário e democrático.
HISTÓRICO FREDERICO WESTPHALEN – CIDADE SEDE DO JORNAL O ALTO URUGUAI
A colonização de Frederico Westphalen iniciou por volta de 1905, com a chegada dos primeiros desbravadores, vindos de vários pontos do estado atraídos pela caça, que na época era abundante neste território, então coberto por densas florestas. Em 1919 começou a ser aberta a primeira picada para construção da estrada que ligaria o centro do Estado às Águas do Mel, hoje município de Iraí.
Esta picada passava por Frederico Westphalen, local de parada dos viajantes, que instalaram um barril em uma fonte para seus animais. Por este motivo, por longos anos, Frederico Westphalen denominou-se "BARRIL", nome que ainda hoje os antigos moradores utilizam quando se referem a nossa cidade.
Os Pioneiros chegaram trazendo esperança de uma vida melhor, mas vinham com vontade de trabalhar á terra e retirar dela o sustento, garantindo um futuro melhor. Os primeiros migrantes chegaram em 1918, época que aconteceu a abertura das primeiras picadas, pois a estrada levou 10 anos para ser construída entre Boca da Picada (Seberi) a Iraí.
Os primeiros carreteiros João Tombini, Ângelo Serafini, José Copatti sob o comando do comerciante estabelecido na Boca da Picada, Antonio Marino Zanatto faziam o transporte de produtos manufaturados e da produção agrícola. Numa dessas viagens, um barril de aguardente caiu da carroça, danificando a tampa e para não jogar fora a vasilha, eles tiveram a idéia de colocá-lo na fonte, sob a sombra, ligando com uma taquara. A localização do barril à beira da estrada com água limpa e muita sombra colaborou para o surgimento da expressão “vou descansar, comer e dormir no barril”. Assim o lugarejo foi crescendo na selva do Vale Alto Uruguai.
Pelo Decreto nº 7199, de 31 de março de 1938, passou à Distrito de Palmeira das Missões, sendo a sede elevada à categoria de vila. Por decisão de uma assembléia de moradores foi fixado o nome de Vila Frederico Westphalen, homenageando o Engenheiro que colonizou a região sob o comando do Governo do Estado. Tendo em vista o progresso da região, foi emancipado o município, de acordo com a Lei nº 2523, de 15 de dezembro de 1954, levando território de Palmeira das Missões e Iraí. Sua área foi reduzida pelas emancipações de Caiçara, Palmitinho e Vicente Dutra.